Campo Bom – O progresso de uma cidade passa, muitas vezes, por dezenas de mãos. Muito além do Poder Público, o trabalho voluntário faz muita diferença na organização de projetos e no desempenho de tarefas.
Em Campo Bom, o voluntariado se mobiliza para a manutenção e restauração do prédio da antiga Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Construída em 1851, é a primeira Igreja Evangélica do Sul do país. Em 2020, a estrutura foi tombada como patrimônio histórico e cultural do município.
Para viabilizar a restauração do prédio, a Comunidade Evangélica e a Fundação Cultural firmaram termo de parceria. Os recursos estão sendo buscados, através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) do Estado.
Conforme o presidente da Fundação, Solandir Oliveira, ainda, a prefeitura e dezenas de voluntários atuam na viabilização da obra. Para a primeira etapa, que será o projeto arquitetônico, já foram captados 85% dos recursos necessários.
A Fundação Cultural conta com 17 membros que têm o compromisso, voluntariamente, de dedicar algumas horas do seu tempo para desempenhar funções que agregam ao município. Além disso, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Liga Feminina de Combate ao Câncer, Rotary Club e Lions Clubs são outros exemplos de entidades que contam com centenas de voluntários, reforçando a característica de união dos campo-bonenses.
Orquídea, Amor e Valor
Desde 2017, a Fundação Cultural de Campo Bom coordena o projeto Orquídea, Amor e Valor no município. Através da iniciativa, mais de 10 mil mudas da espécie já foram plantadas em áreas públicas da cidade, como o Largo Irmãos Vetter e a ciclovia.
A cada ação de plantio, são organizados mutirões, nos quais cerca de 300 voluntários de todas as idades se mobilizam.
Monumento e festa
A Praça João Blos, no Centro de Campo Bom, abriga um monumento símbolo em homenagem ao voluntariado no município, inaugurado em 2015. A estrutura metálica em espiral, com três figuras humanas, representa a força e importância do trabalho voluntário para o crescimento e desenvolvimento local.
Para junho de 2026, a Fundação Cultural projeta o retorno da Festa do Sapato, que não é realizada desde 2018. O evento é mais um exemplo da união dos campo-bonenses, que realizam a festa de forma comunitária.
Por Mairan Pacheco


















































