Região – Um problema crônico: melhorias na RS-239, foi o assunto principal na manhã da terça-feira (15), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
Em uma audiência pública, debateu-se as melhorias nos acessos da RS-239, abrangendo as regiões dos vales dos Sinos e Paranhana, incluindo os municípios de Novo Hamburgo, Campo Bom, Sapiranga, Araricá e Nova Hartz. Além disso, foi discutida a duplicação do trecho entre Taquara e Rolante, com ênfase na necessidade de soluções rápidas e eficazes para evitar atrasos futuros.
O deputado Joel Wilhelm (PP), responsável pelo requerimento aprovado por unanimidade na Comissão de Assuntos Municipais, liderou o encontro, acompanhado de prefeitos e vereadores dos municípios em pauta. A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) participou através de seu presidente, Luis Fernando Vanacôr.
Ao final do encontro, foi acordado que cada prefeitura irá identificar as demandas mais urgentes para o trecho em sua cidade e encaminhar para a EGR, visando coibir acidentes e melhorar a segurança na travessia de pedestres.
Demandas por soluções práticas na rodovia
O deputado Joel, enfatizou. ” Vamos dar sequência aos nossos trabalhos. Os municípios irão apresentar intervenções urgentes, como passarelas, que podem ser implementadas dentro do orçamento atual. O que não podemos permitir é a falta de decisão. O pior cenário é não saber se vamos manter a EGR ou se vamos optar por parcerias público-privadas. E é isso que estaremos cobrando, pois não podemos esperar. Essa rodovia, que atende a cerca de 8 milhões de veículos por mês, gera uma arrecadação de R$ 27 milhões. Precisamos trazer entregas objetivas”.
A prefeita de Sapiranga, Carina Nath, destacou. “Como mencionamos na própria reunião, não precisamos apenas falar; precisamos de ações. É por isso que estamos realizando esta reunião com os prefeitos da região e deputados, a fim de viabilizar algumas ações imediatas na RS-239. O objetivo é reduzir o número de mortes que têm sido constantes na rodovia”.
Contrapontos da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR)
Luis Fernando Vanacôr comentou que a EGR já possuía, em parceria com o Ministério Público, um estudo elaborado entre 2012 e 2013 sobre a reconfiguração da rodovia, mas que as mudanças urbanísticas e viárias evoluíram mais rápido do que o previsto na época. “Estamos falando de dez anos atrás. O crescimento foi muito mais veloz do que prevíamos em 2013”, enfatizou Vanacôr. Ele reforçou a necessidade de computar o valor de cada obra e avaliar sua viabilidade conforme as receitas da praça de pedágio de Campo Bom.
Segundo o presidente da EGR, é fundamental que o governo estadual defina rapidamente o modelo de concessão das rodovias RS-239 e RS-115. A incerteza em torno do processo impede que a EGR capte recursos ou implemente projetos de grande porte, como a construção de viadutos e passarelas em pontos estratégicos.
Autoridades e representantes pedem soluções para os problemas na RS-239
“É fundamental debater os acessos da cidade, especialmente no Residencial Azaléia e na Vila Nova Planalto. Precisamos de melhorias na entrada principal, garantindo segurança para os moradores, que pagam impostos e esperam um retorno adequado”.
Gilberto Gomes Junior, prefeito eleito de Parobé.
As solicitações à EGR são antigas. Desde a instalação do pedágio em Campo Bom, há 30 anos, lutamos por melhorias nos acessos. Problemas técnicos persistem, tornando perigosos os acessos e saídas da rodovia, exigindo planejamento eficaz”.
Jerri Moraes, vereador de Campo Bom.
“Contribuímos com o pedágio diariamente e não vemos obras. É lamentável ter que enfrentar o trânsito para discutir um problema antigo. É hora de exigir investimentos na RS-239 e soluções efetivas da EGR para garantir melhorias”.
Luiz Paulo Grings, presidente da ACISA.
Por Kainã Bohn


















































