Campo Bom – Realizado no último dia 6 de agosto, no Teatro da Praça CEU das Artes, um seminário alusivo aos 20 anos da Lei Maria da Penha teve como proposta proporcionar um momento de aprendizado e orientação sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher. A iniciativa, que integra a programação do Agosto Lilás, é promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação do município e também destacou a importância da informação para a prevenção e o enfrentamento dessas situações.
Representando a Polícia Civil, a escrivã Cláudia Danielle Becker abordou as diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha, os mecanismos de proteção disponíveis às vítimas e a importância da denúncia. A atividade também contou com a participação da juíza Andrea Hoch Cenne, da Vara de Violência Doméstica da Comarca de Novo Hamburgo; do advogado Nicolas Caetano Kureki; e do guarda municipal Alexandre Ramos Amarante.
A realização do seminário reforçou a importância da aproximação entre as instituições e a comunidade, especialmente por meio de ações voltadas à educação e à prevenção. Segundo a Polícia Civil, iniciativas como essa contribuem para a formação de uma cultura de respeito e para o combate à naturalização da violência de gênero.
O encontro reforçou, ainda, a importância do acesso à informação e do diálogo com a comunidade.
Caminhada, plantio de flores e grupo de reflexão
O Agosto Lilás de Campo Bom terá mais três atividades. No dia 18, ocorre a Caminhada pelo Fim da Violência Contra a Mulher, com saída às 13h30, em frente ao Cras Centro e ao Creas. Durante a mobilização, será realizado o plantio de flores lilás, cada uma simbolizando uma mulher vítima de violência no município, em um gesto de conscientização e memória.
No dia 21, às 19h, na Sala Alfredo Blos, no Cinema CEI, ocorre a exibição gratuita do documentário “Eu, Dona de Mim”, da Casa Vitória, de Canela. Fechando a programação, no dia 31, iniciam os Grupos Reflexivos de Gênero, resultado do convênio firmado entre o Município e Tribunal de Justiça do Estado, para promover espaços de reflexão e responsabilização, fortalecendo as políticas públicas de prevenção à violência.
Aumento de 14%
O estado do Rio Grande do Sul registrou 41 feminicídios entre os meses de janeiro e junho de 2026, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-RS). Este número representa aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 36 casos.
Na região de cobertuta do Grupo Repercussão, nos vales do Sinos e Paranhana, neste ano, foram registrados dois feminicídios, ambos em Parobé.
















































