Sapiranga – O afastamento de um vereador de Sapiranga, determinado nesta segunda-feira (29), segue com desdobramentos na cidade.
Em entrevista ao Grupo Repercussão, no final da tarde desta terça-feira (30), o promotor de Justiça Laerte Kramer Pacheco, falou sobre o caso. Segundo ele, o MPRS ajuizou ação de improbidade administrativa contra o vereador Tiago Moraes (PP) após investigação em inquérito civil apontar que os servidores eram coagidos a entregar parte de seus benefícios como condição para permanecer nos cargos. A prática consistia na exigência de repasses mensais em dinheiro e na apropriação indevida dos cartões de vale-alimentação de servidores comissionados indicados por ele. “Uma das vítimas teve mais de R$ 14 mil gastos com seu cartão, sem nunca ter tido acesso ao benefício”, relata o promotor.
Segundo o promotor, “possivelmente mais de uma vítima tenha passado pelo mesmo esquema, e o afastamento é imediato por 90 dias, com possível prorrogação pelo mesmo prazo, e se vier a ser condenado por improbidade administrativa, perderá os direitos políticos por 8 anos, dentre outras situações, isso na questão política, mas também há investigação no âmbito civil. Essa investigação tem cerca ou pouco mais de 3 meses”, completou.
O promotor ainda cita a importância de um caso como esse vir à tona. “Isso é crime, não se pode normalizar situações como essa, provavelmente se formos em alguma outra câmara de vereadores, algo semelhante estará acontecendo, e a população precisa entender que é preciso denunciar atos criminosos como este, situações como essa são para encorajar alguém que esteja passando pelo mesmo esquema”.
Também foi determinada a indisponibilidade de seus bens até o limite de R$ 50 mil, como forma de garantir o ressarcimento ao erário e preservar a instrução processual.
Nas últimas semanas, o vereador, inclusive, renunciou de cargos que ocupava em comissões internas na Câmara de Vereadores.


















































