Sapiranga – O promotor de Justiça de Sapiranga, Laerte Kramer Pacheco, não concorda com a decisão do Tribunal de Justiça do RS, que absolveu a ex-prefeita Corinha Molling do processo que investigou suposto esquema de desvio de combustível, que teria ocorrido entre 2013 e 2016, no município.
Ela foi absolvida, assim como outra servidora, pela juíza Cristiane Busatto Zardo, da Vara Estadual de Improbidade Administrativa de Porto Alegre. “Analisando a sentença, concordamos com a absolvição da servidora, mas apresentamos o recurso pleiteando a condenação da ex-prefeita por entendermos que existem provas que confirmam que ela tinha ciência e consciência naquele esquema ilícito e que foi a maior beneficiária, porque concorria à reeleição em 2016”, revelou o promotor, que entrou com recurso em 9 de outubro. “O maior volume de gastos irregulares com combustíveis foi no ano da reeleição, totalizando R$ 265 mil — valor superior aos anos anteriores. Isso não apenas revela o aproveitamento político do esquema, como também explica a ausência de interesse institucional em promover uma apuração célere e eficaz, evidenciando que a manutenção das irregularidades atendia diretamente aos interesses da, então, gestora”, disse ele.
“Certeza da minha conduta”
A ex-prefeita cita que continua tranquila em relação ao recurso do MP. “Em 2021, o MP ajuizou a ação alegando a existência de improbidade na minha conduta. Em nenhum momento por ter tido participação, mas sob a alegação de que como prefeita eu não teria adotado as providências cabíveis para investigar a denúncia. Recebi o processo, à época, com surpresa, mas também tranquilidade, pois tinha a certeza de que a minha conduta sempre foi pautada pela moralidade e legalidade, o que me trazia a convicção de que uma vez realizadas as provas em juízo estaria demonstrada a minha inocência. Em quatro anos, o MP teve a oportunidade de produzir todas as provas pretendidas para comprovar as suas alegações, às quais foram analisadas por um juízo imparcial e especializado no tema”, finalizou.
Confia na absolvição
A ex-prefeita acredita que a decisão pela sua absolvição será mantida. “A conclusão alcançada pelo Judiciário confirmou a certeza de que eu não tive responsabilidade, muito pelo contrário, restou comprovado no processo que a minha conduta sempre foi de investigar as denúncias que chegavam a meu conhecimento. Sigo certa de que a decisão do Judiciário que me inocenta no presente caso será mantida”, disse ela.


















































