Região – A pesar da redução significativa dos crimes de roubo com violência, as regiões dos vales do Sinos e Paranhana amargam um indicador que cresceu em quase 80%. As 10 cidades de cobertura do Grupo Repercussão somam um aumento de 76,6% nos crimes de homicídio. Esse dado vai na contramão do Estado, que teve queda de cerca de 16% no mesmo período.
As cidades da região chamam a atenção pelos índices, apesar de ainda estar sendo considerado controlado, as cidades crescem de forma mais “discreta” em quantitativo. Por exemplo, em Parobé, no ano de 2023, foi registrado apenas um crime contra a vida. No ano passado, foram registradas três mortes violentas. Considerando que o município possui 60 mil habitantes, o delegado Francisco Leitão cita que não são números alarmantes e, na sua maioria, foram crimes passionais, o que quase é impossível prever e evitar.
As cidades de Três Coroas (subiu de zero para dois) e Igrejinha (de dois para quatro) também enfrentaram um ano atípico. Em Igrejinha, o delegado Ivanir Caliari cita que os índices dobraram com um dos casos que mais chocou o Estado em 2024: o assassinato de duas irmãs gêmeas, de apenas seis anos, em um período de 15 dias.
A principal suspeita é a mãe. Ela foi indiciada e segue presa sob a acusação de asfixiar as meninas. Sapiranga deu um salto de dois para seis casos. No entanto, a cidade já chegou a registrar 28 mortes violentas, em 2014.
O delegado Clóvis Nei da Silva revela que todos os crimes de 2024 estão relacionados ao tráfico de droga e uma das maiores organizações do narcotráfico do Rio Grande do Sul.
De 1 para 3 em Parobé
No município de Parobé, o quantitativo de homicídios triplicou, subindo de um para três casos no comparativo. O delegado Francisco Leitão cita que a maioria dos crimes foram passionais. “A questão dos homicídios em Parobé acredito que não teve nenhum fator externo que contribuiu para isso, considerando um município com aproximadamente 60 mil habitantes. Muitos deles foram passionais”, disse ele, revelando que os três casos de 2024 já foram esclarecidos.
Delegado Caliari explica crescimento no Paranhana
Em Igrejinha e Três Coroas, que estão sob responsabilidade do delegado Ivanir Caliari, também houve um crescimento considerável. “É um aumento significativo, de 200%, mas também em decorrência do bom número do ano anterior. A gente passa a analisar esses dois casos e, especificamente, são decorrentes de conflitos pessoais, por discussões que acabaram em mortes”, pontua.
Já em Igrejinha, o ano de 2024 foi marcado por um crime bárbaro e que elevou os homicídios. Uma mãe está presa acusada de matar as filhas gêmeas, de seis anos, em um período de 15 dias, no mês de outubro. “A gente investigou e indiciou a mãe. Esse caso, esse incremento de números, duas a mais do que no ano interior, por conta desse evento que é fora da curva e extraordinário”, cita. Os outros dois homicídios são ligados ao tráfico de drogas. “Um era a respeito de Igrejinha, pessoas residentes na cidade. O outro estava ligado a Novo Hamburgo e a vítima foi executada aqui”, explica o delegado.
Em Sapiranga, triplicaram os homicídios
Sem entrar em detalhes, o delegado Clóvis Nei da Silva, responsável pelas delegacias de Sapiranga e Araricá, garantiu que os seis assassinatos cometidos ao longo de 2024 estão todos elucidados e são relacionados com o tráfico de entorpecentes. “Os homicídios estão relacionados a uma facção criminosa com atuação em Sapiranga”, disse. Entre as mortes do ano passado, está a execução de uma mulher a tiros, no bairro São Jacó. O corpo foi localizado por moradores na manhã seguinte, na entrada de uma propriedade.
















































