Araricá – Quatro anos depois de um trágico acidente, a família do jardineiro Mauro Hartmann ainda luta por justiça. Aos 53 anos, ele foi vítima fatal de um grave acidente de trânsito no dia 26 de setembro de 2021, na RS-239, em Araricá. Mauro estava na companhia da filha Eduarda e de uma neta quando foi atingido por uma caminhonete Hilux, em alta velocidade.
O acidente ocorreu por volta das 20h, próximo ao canteiro de acesso à Araricá. Na época, uma câmera de segurança flagrou o exato momento do impacto que arremessou o homem a quase 70 metros de distância. Apesar da batida, o condutor seguiu dirigindo, porém, metros à frente, não conseguiu mais seguir o caminho por problema no carro. Ao serem abordados, os policiais identificaram o condutor e o sobrinho no veículo. O motorista foi preso em flagrante e, três dias depois, pagou fiança de R$ 7 mil e foi liberado.
Anos depois da morte, a filha ainda convive com o sentimento de injustiça. “Estamos revoltados com essa situação, porque já fazem quatro anos que aguardamos por essa justiça. Claro, nada vai trazer o nosso pai de volta, mas queremos justiça, sim! Minha filha também estava presente no dia do acidente e pede pelo avô todo dia; dói saber que a justiça ainda não foi feita”, desabafou Eduarda, que acompanha o caso através da advogada Roberta Klein Knewitz, do escritório Klein Advocacia e Assessoria.
QUASE O DOBRO DA VELOCIDADE PERMITIDA
Inicialmente, se cogitou que a caminhonete estaria fazendo racha, no entanto, no inquérito policial isso foi descartado. O Instituto Geral de Perícias apontou que o veículo estava a cerca de 115 quilômetros por hora, num trecho em que a velocidade máxima permitida é de 60 km/hora. Indiciado por crime de homicídio de trânsito, o caso segue tramitando na justiça. A denúncia ocorreu em maio de 2023 e, dias depois, foi aceita pelo juiz. Em março de 2024, o réu apresentou sua resposta à acusação. Conforme a advogada Roberta, a audiência de instrução para oitiva das testemunhas foi marcada para o dia 16 de fevereiro de 2027. “A família manifesta temor de que, em razão da designação de audiência apenas para o ano de 2027, venha a ocorrer a prescrição da pretensão punitiva, culminando na impunidade do réu”, disse a advogada.
Sofrimento com perda
A morte de Mauro desestruturou, emocionalmente, a família. “Esses quatro anos que passaram, eu e meus irmãos sofremos muito com a falta do nosso pai, porque ele era um homem que tinha saúde, trabalhava e amava os netos. Nossos almoços em família nunca mais foram os mesmos. Esse acidente provocado por esse motorista, tirou tudo isso de nós”, disse a filha Eduarda, que não se conforma que em poucos dias após a morte do pai, o motorista pagou fiança e, desde então, responde em liberdade.
















































