Região – A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de São Leopoldo deflagrou mais uma etapa da Operação Timeo e efetuou, nesta semana, a quinta prisão preventiva de investigados por extorsão contra empresários da região do Vale do Rio dos Sinos.
A investigação teve início após uma vítima procurar a polícia relatando que vinha sofrendo ameaças e extorsões por meio do WhatsApp. As mensagens exigiam o pagamento de R$ 500 mil, sob ameaça de violência contra familiares e depredação do estabelecimento comercial. Além disso, os criminosos passaram a exigir um pagamento mensal de R$ 5 mil, denominado pelos investigados como “pedágio”, supostamente para garantir a “segurança” do negócio em nome de uma facção criminosa.
O caso ganhou contornos ainda mais graves quando, no dia 3 de outubro de 2025, indivíduos foram detidos pela Guarda Civil Municipal de Novo Hamburgo, logo após comparecerem pessoalmente à empresa da vítima, em clara tentativa de intimidação.
Conforme a DRACO, as apurações comprovaram que o grupo responsável pelas extorsões é formado por indivíduos de alta periculosidade, com antecedentes por crimes como roubos majorados, extorsão, extorsão mediante sequestro, tráfico de drogas e homicídios.
Entre os dias 10 e 11 de dezembro, a polícia já havia cumprido quatro prisões preventivas, nos municípios de Tubarão (SC) e Novo Hamburgo, nos bairros Primavera, Canudos e Lomba Grande. Com a prisão realizada agora, chega a cinco o número de investigados detidos nesta fase da operação.
Segundo a Polícia Civil, o preso mais recente é multirreincidente, com histórico de roubos majorados, e participou diretamente da extorsão investigada no inquérito IP106/2025/100918. Ele também foi identificado como envolvido em outras extorsões praticadas pelo mesmo grupo criminoso.
A Operação Timeo, termo que significa “medo” em latim, é conduzida pela DRACO de São Leopoldo e tem como objetivo reprimir o financiamento do crime organizado por meio de extorsões. Esta é a 10ª fase da operação, que, desde 2021, já resultou em cerca de 52 inquéritos remetidos à Justiça e 50 prisões.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo WhatsApp (51) 8585-6118.


















































