Região – Um suposto esquema de manipulação envolvendo empresas acusadas de fraudar processos de contratação pública no Rio Grande do Sul, voltados a serviços terceirizados como limpeza, alimentação escolar, copa e cozinha, foi alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (12).
Os agentes cumpriram dez ordens judiciais de busca e apreensão nos municípios de Alvorada, Porto Alegre e Canoas. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 60 milhões em bens, abrangendo contas bancárias, imóveis e veículos ligados aos investigados.
De acordo com a Polícia Civil, as apurações revelaram que um conjunto de empresas atuava de forma articulada para simular concorrência em licitações do tipo pregão e em procedimentos de dispensa eletrônica. O objetivo era neutralizar concorrentes reais e assegurar a continuidade de contratos lucrativos com órgãos públicos.
A investigação começou após serem identificados indícios de coordenação ilegal entre empresas que deveriam competir entre si. Entre os elementos levantados estavam o uso compartilhado de endereços de IP, troca simultânea de sócios e administradores, rodízio proposital na entrega de propostas, além de relações pessoais e operacionais entre os envolvidos. Durante o trabalho de campo, os policiais constataram comunicação direta e frequente entre os responsáveis pelas companhias suspeitas.
Um dos empreendimentos investigados teve, por dois anos, um indivíduo condenado por roubo listado como proprietário, período no qual ele utilizava tornozeleira eletrônica. Nesse intervalo, a empresa conquistou 15 licitações públicas e celebrou contratos que somaram mais de R$ 2 milhões.


















































