Sapiranga – O mês de março será especial para a cidade de Sapiranga. Além de celebrar, com evento histórico, 70 anos de sua emancipação, a cidade também comemora 38 anos da criação do Pelotão de Polícia Rodoviária. Fundado em 10 de março de 1987, o pelotão tem como objetivo atender à rodovia estadual RS-239, que possui o segundo maior fluxo de veículos do Rio Grande do Sul.
A criação do grupo contou com a participação de importantes figuras, como o 1° tenente Ibirá Ivan de Souza (in memorian), comandante do pelotão, e o 1° sargento Juvelino da Silva Macedo, comandante do Grupo. Foi criado para fortalecer a segurança pública nas rodovias estaduais da região, promover a educação no trânsito, conscientizar motoristas e fornecer assistência em casos de emergência e acidentes.
O PRv de Sapiranga tem várias atribuições importantes, como reduzir o número de fatalidades nas rodovias, seguindo o Plano Nacional de Redução de Acidentes e Segurança Viária. Para isso, eles realizam fiscalizações, fornecem apoio aos usuários das rodovias estaduais e promovem campanhas de conscientização.
O pelotão é responsável por atender emergências, como acidentes de trânsito, priorizando a preservação de vidas e minimização de impactos. Ele atende oito municípios, cobrindo 68 quilômetros de rodovias.
Educação no trânsito
No início, o principal desafio era reduzir o alto número de acidentes com morte e lesões que ocorriam principalmente na cidade. O trecho da rodovia que passa pela cidade era conhecido como “ponto negro”, devido ao grande número de acidentes. “Para enfrentar esse desafio, implantamos vários programas de trânsito, desenvolvemos campanhas de conscientização e realizamos palestras em escolas, empresas e igrejas. Em 1988, recebemos o prêmio Volvo de Educação para o Trânsito por nossos esforços com a campanha “Vale a pena investir nessa ideia”, destaca o 1° tenente da Reserva da BM, Levi Dutra, um dos fundadores do pelotão rodoviário.
A conscientização sobre a segurança no trânsito é fundamental para prevenir acidentes e salvar vidas. Desde o início de sua fundação, o Pelotão Rodoviário desempenhou um papel importante na conscientização da população. “Na época, as campanhas de educação para o trânsito eram fundamentais, pois a divulgação de informações era limitada. Como policial, eu precisava buscar informações para prestar um serviço de qualidade. A Polícia Rodoviária de Sapiranga sempre se destacou em palestras em empresas e escolas, e tive a honra de ser um dos palestrantes”, afirma o 1° tenente da Reserva da BM, Fernando Mujica.
Com a palavra, lideranças históricas do batalhão
1° Tenente da Reserva da Brigada Militar Levi Dutra
“Entrei para a corporação em 1980 e, em 1987, fui transferido para Sapiranga para fundar o Pelotão de Polícia Rodoviária. A sociedade local clamava por um policiamento rodoviário eficaz devido ao alto índice de acidentes e mortes na região. Trabalhamos arduamente para conscientizar a população sobre a importância da segurança no trânsito. Tivemos momentos marcantes, como o caso de uma família que se acidentou em frente à nossa sede e foi salva graças à nossa intervenção rápida. Além disso, também atuamos em ocorrências de assalto a banco e prendemos vários indivíduos. Hoje, estou na reserva como primeiro-tenente, mas continuo a ser um defensor do trabalho da Polícia Rodoviária”.
2° sargento da Reserva da Brigada Militar Everton Cassere
“Fui transferido para o Grupo de Polícia Rodoviária de Sapiranga em 1994. Um dos maiores desafios foi lidar com os acidentes na rodovia, especialmente com vítimas fatais. Na época, não dispúnhamos de equipamentos adequados para socorro, então, tínhamos que improvisar. Com o tempo, a rodovia foi duplicada e o grupo de policiamento rodoviário começou a realizar um trabalho de orientação e educação para evitar acidentes. O pelotão rodoviário se destacou na região com seu trabalho incessante para evitar acidentes e diminuir a letalidade. Uma das minhas principais realizações foi contribuir para a construção do prédio do grupamento de polícia rodoviária, localizado no trevo entre Campo Bom e Sapiranga”.
1° tenente da Reserva da Brigada Militar Fernando Mujica
“Ingressei na Brigada Militar em 1989 e, no ano seguinte, fui designado para o Pelotão Rodoviário de Sapiranga. Durante minha carreira, de 32 anos e meio, atuei em Sapiranga e outras localidades da região. Um grande desafio foi a falta de infraestrutura viária, como a RS-239, que tinha grande parte de sua extensão como pista simples, gerando muitos acidentes. Outro desafio foi a construção do atual prédio da PRv, inaugurado em 1997, onde eu e meus colegas contribuímos carregando carrinhos de concreto em nossas horas de folga. Além disso, uma ocorrência policial marcante foi a prisão de cinco delinquentes após um roubo a banco sem disparar um único tiro, mostrando que é possível combater o crime de forma eficaz e segura”.
Capitão da 2ª Cia Rodoviária de Sapiranga Rodrigo Frazzon
“Atualmente, exerço a função de comandante da 2ª Cia Rodoviária de Sapiranga desde 2022. Essa experiência tem sido única e valorosa, mas também desafiadora devido às inúmeras demandas diárias nas áreas de responsabilidade territorial. Estou à frente das regiões do Estado com um dos maiores fluxos de veículos, incluindo Sapiranga, Portão, Montenegro, Taquara, Gramado e Tainhas. Desde o início, percebi que a segurança nas rodovias e estradas é fundamental não apenas para proteger os usuários, mas para a integridade da comunidade. Nossa missão consiste no patrulhamento, fiscalizações e operações contra alcoolemia, excesso de velocidade e contrabando, para reduzir criminalidade e acidentes”.
Por Samanta Siqueira


















































