Sapiranga – A história das olarias é uma página virada, mas que ainda ecoa nas ruínas que restaram. Uma dessas empresas que fizeram parte dessa história, foi a Olaria Benckenstein, localizada no Passo da Cruz. Fundada pelo senhor Armindo Benckenstein, a olaria era símbolo do ciclo oleiro da região de várzea do Rio dos Sinos. Com a continuidade do trabalho pelo seu filho, Silvano Benckenstein, o empreendimento passou a ser conhecido como Olaria Taiti.
Entre os anos 50 e 70, as olarias vivenciaram seu auge, com os donos das olarias construindo grandes residências e se tornando prósperos. Essa prosperidade também estava ligada à proximidade do Rio dos Sinos, que não só fornecia a água necessária para o processo de produção, como facilitava o escoamento dos tijolos. As olarias se tornaram uma atividade-chave para a economia local, sendo reconhecida na história do patrimônio histórico de Sapiranga.

O barro também faz parte da história de Sapiranga
No entanto, com a chegada dos anos 80, o cenário começou a mudar. O aumento da concorrência externa, especialmente do Vale do Caí, fez com que as olarias locais perdessem espaço. As grandes marcas de telhas e tijolos começaram a dominar o mercado, e a produção local perdeu competitividade, não conseguindo competir com os preços mais baixos dos produtos vindos de fora. As rodovias facilitaram o transporte, mas também ampliaram a concorrência.
Hoje, as ruínas das antigas olarias permanecem como testemunhos de uma era que se foi, mas que ainda mantém viva a memória de quem trabalhou e construiu a história de Sapiranga, transformando barro em tijolos e vidas em histórias.
Por Kainã Bohn


















































