País – Caminhoneiros de diversas regiões estão organizando, por redes sociais e grupos de mensagens, uma paralisação nacional nesta quinta-feira (4), embora a iniciativa não seja unânime dentro da categoria.
Na terça-feira (2), Franco Dal Maro, o Chicão Caminhoneiro, da União Nacional dos Caminhoneiros, esteve em Brasília para entregar à Presidência da República uma pauta de reivindicações e alertar sobre a possibilidade de mobilização. Após o protocolo do documento, afirmou: “Estamos fazendo dentro da legalidade, protocolando na Presidência da República, conforme estabelece o direito de greve citado na Constituição brasileira”. Ele foi acompanhado do desembargador aposentado do TJDFT, Sebastião Coelho, pré-candidato ao Senado pelo Novo, que declarou: “Estamos aqui para dar apoio jurídico ao movimento e, mais tarde, daremos mais informações”, além de agradecer: “Agradeço a confiança do movimento. Não só agora, mas em todo o desenrolar desse processo”.
Entre os principais pontos da pauta estão critérios claros para contratação de fretes, revisão do marco regulatório, regularização de autônomos, atualização do piso mínimo, congelamento de dívidas por 12 meses, aposentadoria especial após 25 anos, crédito de até R$ 200 mil, isenção de IPI para renovação de frota, ampliação de pontos de descanso, suspensão temporária da “Lei do Descanso”, criação de uma Justiça do Transporte e reserva de 30% das cargas de estatais para autônomos. Chicão nega caráter político: “Não podemos impedir o direito de ir e vir das pessoas, temos que respeitar toda a legislação”. Já Coelho defendeu uma paralisação em favor de anistia para Jair Bolsonaro, dizendo: “Paralisação: este é o caminho que nos restou” e que “os demais, tudo pode parar”. A adesão, porém, divide entidades. A CNTA afirma não ter recebido comunicado formal, e Wallace Landim, o Chorão, rejeita participar: “Estão levantando esse movimento com a questão política… Eu não posso usar a categoria para fazer esse tipo de manifestação”.












































