Região – Mais de 140 adolescentes de 12 a 17 anos foram afastados do que foi classificado como piores formas de trabalho infantil, em setor de fabricação de calçados em Sapiranga, Rolante, Parobé e Igrejinha, em operação da Auditoria Fiscal do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho, com o apoio da Polícia Federal.
No total, 67 estabelecimentos do setor de calçados foram alvos de fiscalizações realizadas pelo Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Infantil (GMTI), ocorridas entre os dias 8 a 12 de junho. Foi constatado o trabalho infantil em 82% das empresas inspecionadas.
Cerca de 87 adolescentes foram identificados operando máquinas motorizadas e em movimento ou com exposição a solventes, adesivos e outros produtos químicos nocivos à saúde. Duas adolescentes, uma de 12 e outra de 13, foram encontradas trabalhando com exposição a solvente e cola a base de hidrocarbonetos. A adolescente de 13 anos também trabalhava na operação da prensa.
Também, foram identificados 55 adolescentes trabalhando em ambientes com excesso de ruídos, instrumentos perfurocortantes ou carregamento manual de pesos acima do limite permitido por legislações.
Auditores Fiscais do Trabalho determinaram o afastamento imediato dos menores com garantia a direitos trabalhistas, por meio de mudanças de cargo ou rescisão. As empresas com irregularidades serão autuadas e encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho para adoção das medidas cabíveis.


















































