Sapiranga – Sensação de medo e, ao mesmo tempo, de liberdade e aventura. O voo livre é uma prática já realizada em diversos cantos do mundo. Sapiranga, no Vale do Sinos, é uma das cidades vistas como referência nacional do esporte, e cativa munícipes e turistas cada vez mais. Mas, o que é preciso para voar de parapente ou paraglider?
Para experimentar o voo na cidade, é necessário entrar em contato com as equipes especializadas do município. Além da Associação Gaúcha de Voo Livre (AGVL), de Sapiranga, há a Cia do Ar. A primeira delas possui pilotos associados, que competem mundo a fora e que, de maneira particular, realizam o chamado voo duplo, onde os interessados podem viver esta experiência. Na Cia do Ar, estão os profissionais que, de fato, trabalham com a atividade.
Seja no acionamento da AGVL, ou da Cia do Ar, o Instagram é o meio mais fácil de dialogar sobre o tema, com ambos os perfis. Ainda, há a possibilidade de contatar o presidente da associação sapiranguense, Alex Trombini, pelo (51) 99245-5740.
Outra opção é ir direto na sede da AGVL Sapiranga, localizada na Estrada do Carlão, 725, logo após a pista de pouso. No endereço, e também através do site agvl.esp.br/home, os pilotos e demais colaboradores da associação prestam esclarecimentos sobre valores e datas para voo.
Equipamentos, preparação e o voo
O passageiro, após definir a data de seu voo duplo, necessita carregar, basicamente, da própria disposição para desfrutar do momento. Roupas confortáveis são indicadas, mas não tratadas como necessárias para a prática. A única indicação é o de uso de roupas longas, já que o momento do voo oferece rajadas de vento mais intensas, o que diminui a sensação térmica.
Capacete, cinto de conexão entre passageiro e piloto e demais adereços obrigatórios para o momento são todos disponibilizados pelo instrutor. Há, também, uma indicação para os chamados “turistas” que possuem uma tendência maior para náuseas. Para estes grupos, é aconselhável consumir remédios para enjoo cerca de 30 minutos antes do horário do voo, evitando situações desconfortáveis. “É bem frequente acontecer. A pessoa sacode um pouco, é diferente”, menciona Alex. Para garantir o não ressecamento dos olhos, um óculos de sol também é recomendável.
Disponibilidade de horários e formação
Conforme o presidente da AGVL Sapiranga, Alex Trombini, aquele que possuir interesse em realizar o voo duplo pode fazê-lo no mesmo dia, ou na mesma semana. O motivo é a baixa procura e o critério para realização do salto depender apenas das condições climáticas. A partir do contato junto ao instrutor, a atividade pode ser marcada com brevidade.
A Escola Cia do Ar de Vôo Livre, para além da realização dos voos com turistas, oferece a formação de pilotos como um de seus atrativos. Ou seja, se você busca aprender mais sobre o esporte e ter a possibilidade de conduzir seu próprio voo, de maneira independente, a equipe está apta a recebê-lo.
E sobre o voo: o que dizer?
Depois de todos os preparativos ajustados, piloto e passageiro erguem a vela do parapente/paraglider, iniciam alguns metros de corrida e saltam. Depois disso, basta recolher as pernas na altura do peito, se ajustar na cadeira que o instrutor habilitar para você e aproveitar o momento.
“Não tem nada que chegue perto de voar. Eu tinha muito medo de altura. Meus primeiros anos de voo foram bem difíceis, fiz tratamento com hipnólogo. É demais. Não tem preço”, define o presidente da AGVL, Alex Trombini.
Ronaldo Santana, piloto da AGVL, conduziu um dos voos realizados pela nossa equipe, e deu seu depoimento sobre a atividade. “Em única palavra, para mim, é liberdade. Não tem explicação, palavras para definir. Para mim, quando busquei o voo, era isso que buscava (liberdade); sensação de estar livre. Quando estou lá em cima, que olho para baixo, o que me vem em mente é gratidão, porque (mostra) como nós somos insignificantes diante da benevolência divina”.
Por Bruno Morais






















































