Sapiranga – O cochilo de um colega durante a aula despertou a curiosidade da turma 411, do 4º ano, da Emef La Salle, em Sapiranga. A justificativa do sono? Ter ficado até tarde, na noite anterior, utilizando o celular.
Foi, então, que, sob a supervisão da professora orientadora Monia Scheffel, os alunos Nícolas Rechemback, Pedro Lazaretti e Théo Oliveira Cardozo produziram um projeto de pesquisa sobre os malefícios que o uso do celular traz para o desenvolvimento de crianças entre seis e 12 anos. Através de diversas entrevistas, saídas de campo, pesquisas no laboratório da escola e a criação de um jogo pedagógico, os alunos concluíram que a utilização do celular pode prejudicar não somente o sono das crianças, mas inúmeros fatores, como desenvolvimento cognitivo, aprendizado, visão e até o crescimento.
O projeto “Celular ligado: sono prejudicado” foi apresentado durante a Feira Municipal Integrada (Femint), no ginásio da escola, e está concorrendo a uma vaga na Mostratec, em Novo Hamburgo. O resultado da avaliação será divulgado no dia 16 de setembro.
Sapiranga terá sete projetos na Mostratec
A coordenadora pedagógica da Smed, Ana Andrioli, destaca que a Femint é um momento de evidenciar e destacar o trabalho dos professores em sala de aula. “Apesar deste ano, excepcionalmente, realizarmos apenas a etapa escolar, foi uma semana de muito aprendizado e encantamento. É extremamente gratificante perceber que temos alunos pesquisadores desde a educação infantil”, comenta.
Este ano, a Mostratec terá sete projetos vencedores de Sapiranga – 3 da educação infantil, 1 do 1º ao 3º ano do ensino fundamental, 1 do 4º e 5º ano do fundamental e 3 do 6º ao 9º ano do fundamental.
Leia o QR Code ao lado e acesse o relatório do projeto de pesquisa “Celular ligado: sono prejudicado”, que concorre a uma das vagas.
Pesquisa e aprendizado
“O trabalho foi muito legal, aprendemos a cuidar a hora de usar o celular. É simplesmente muito difícil de escolher qual parte foi mais legal de fazer. Mas uma das que eu mais gostei foi de fazer o cartaz de como nossa visão funciona e como o celular pode prejudicar ela e o nosso sono”, destaca o estudatne Nícolas Rechemback.
“Eu aprendi a largar mais o celular. Usava pouco, mas aprendi a largar mais, brincar mais na rua, jogar bola. Eu deixo a TV ligada para escutar um barulhinho, para não ficar no silêncio, mas fico jogando bola e não mexo mais muito no celular e nem fico na frente da TV”, comenta o aluno Pedro Lazaretti.
“Foi muito bom fazer esse trabalho com os meus colegas, porque também aprendi que as telas prejudicam o sono. Temos que aprender a largar um pouco o celular. A gente tem que sair para a rua para brincar, andar de bicicleta. Aprendi muitas coisas com o trabalho”, ressalta o estudante Théo Cardozo.
“Fizemos o trabalho durante três meses: de maio a agosto. Pretendemos continuar pesquisando sobre o tema, pois é muito relevante. Cada vez mais, os alunos ficam em frente às telas. A pesquisa científica ajuda muito os alunos a desenvolverem habilidades como a oralidade”, enfatiza a professora orientadora Monia Scheffel.
Por Mairan Pacheco






















































