Campo Bom – Desde 2017, o município cultiva uma tradição que alia cuidado ambiental e engajamento comunitário: o projeto “Orquídea: Amor e Valor”, desenvolvido pela Fundação Cultural de Campo Bom. A iniciativa tem transformado os principais espaços públicos da cidade em verdadeiros jardins a céu aberto, com a floração de centenas de orquídeas da espécie Cattleya intermedia, entre
O projeto conta com o apoio de centenas de voluntários, entre eles famílias inteiras e até crianças, que se unem em mutirões para o plantio das mudas. As orquídeas que enfeitam a ciclovia são fruto de doações, enquanto as demais são adquiridas pela Fundação Cultural.
Durante os mutirões, cerca de 400 pessoas se mobilizam levando materiais como fitas, tesouras e cordões de algodão, que não danificam as árvores. Para garantir um desenvolvimento saudável, sachês com fertilizante são colocados acima das plantas: quando chove, a água escorre pelo sachê e nutre as orquídeas, mantendo-as vivas e vistosas ao longo do ano.
O presidente da fundação Cultural Solandir Oliveira conta como tudo iniciou “nosso trabalho começou, vendo que algumas casas colocavam orquídeas, então por que não transformar a nossa cidade mais florida, começando pela ciclovia pois tem muitas árvores, e entre as três edições cada vez mais expandindo para outras ruas e futuramente bairros”.
O SÍMBOLO DA CIDADE:
A Cattleya intermedia foi instituída como flor símbolo de Campo Bom pela Lei Municipal nº 4.854, de 18 de dezembro de 2018. Desde então, o município pode utilizar a imagem e as características da espécie em impressos oficiais, materiais didáticos e ações de comunicação visual.
Além de ser uma das espécies mais conhecidas do Rio Grande do Sul, a Cattleya representa delicadeza, resistência e identidade local, valores que se refletem nas ações de preservação e valorização promovidas pela cidade.


















































