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Não há possibilidade de alagamento ou rompimento da represa do Arroio da Bica, em Nova Hartz, construída na década de 1970


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Nova Hartz – Após as consequências devastadoras do descaso ocorrido na represa de Brumadinho, em Minas Gerais, dúvidas e questionamentos voltam ao imaginário da população também na região em que o Jornal Repercussão circula.

Um exemplo próximo é a represa do Arroio da Bica, em Nova Hartz, construída em propriedade particular como Reserva Particular de Preservação da Natureza, pelo proprietário, Sr. Heinz Huyer, que no início dos anos 1970 começou a adquirir pequenos lotes de terra na região, de aproximadamente 20 pequenos agricultores, no entorno do arroio. “Nesta área, do início da Mata Atlântica, visou-se implantar e incrementar o clima úmido e rico com o objetivo da recuperação dessas matas ao seu estado original, que havia sido alterado pela colonização alemã e agricultura em pequena escala iniciada em 1824”, explica o Sr. Huyer.



A barragem, segundo ele, auxiliou na criação de um clima mais úmido propício a recuperação e preservação da flora original, além de trazer de volta muitos animais que haviam se deslocado para outras regiões, como o próprio macaco bugio, lontras e tucanos.

Barragem recebe cuidados necessários com regularidade

Conforme o proprietário, Heinz Huyer, e seu filho, Marcos Huyer, a barragem é fiscalizada regularmente por eles próprios que possuem um caseiro morando em tempo integral no local. O próprio Sr. Huyer tem residência no local, e a visita no mínimo duas vezes por mês. Ainda, a barragem foi construída, conforme contrato assinado em 1974, pela CEMAPA – Central de Comandos Mecanizados de Apoio à Agricultura, órgão da Secretaria da Agricultura do estado, com projeto de engenharia específico e com as máquinas do próprio órgão. A barragem está sujeita às normas de regulamentação da SEMA com fiscalização por profissional qualificado.Conforme documentos históricos, a represa ocupa uma área de cerca de 3 hectares.

Construção

O formato do projeto de construção seguiu o modelo de barragem de argila compactada engastada nas laterais com montante de enrocamento (maciço de blocos de rocha compactados). A barragem, segundo Huyer, ainda tem um vertedouro de escoamento do fluxo de água, contando com um sangradouro para o escoamento dos volumes de água excedentes ao fluxo regular além de duas comportas de esvaziamento emergencial. “As estruturas de esgotamento de água foram projetadas pela CEMAPA para eliminar qualquer possibilidade de alagamento e rompimento. Inclusive, a existência da barragem impediu que houvessem inundações causadas pelo fluxo repentino de chuvas torrenciais na região, que costumavam ir arroio abaixo até a cidade”, salientou.


Segurança confirmada

O secretário de Planejamento Urbano e Captação de Recursos, William da Silva, reiterou a segurança. “A represa possui um vertedouro com capacidade de vazão muito superior a vazão de entrada, contando ainda com mais um sangradouro e mais duas comportas para uma eventual emergência. O município, entretanto, não dispõe em seu quadro técnico profissionais com conhecimento nesta área, nem equipamentos para que possa ser realizada uma avaliação precisa. Nossa equipe já esteve por algumas vezes realizando avaliações visuais na área da represa, nestas avaliações não foram identificados avarias e falhas aparentes”, destacou.

Recuperação das matas

Dentro do propósito de recuperação das matas nativas nas antigas áreas cultivadas pelos agricultores foram desenvolvidos viveiros e realizado o plantio de aproximadamente 10 mil mudas de pinheiro de Araucária, Ipês, Cedros e outros, assim como taquarais para conter eventuais erosões de barrancos. Houve ainda um projeto de psicultura, mas que foi posteriormente descartado.

Texto: Sabrina Strack

Fotos: Arquivo Pessoal

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