Campo Bom – Vítima de um grave acidente doméstico no dia 22 de julho, o pequeno João Vitor Taufer Marques, de apenas 1 ano e 11 meses, recebeu alta hospitalar na sexta-feira (22), depois de passar um mês internado no Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre. Durante todo esse período, o menino permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica, onde recebeu cuidados intensivos da equipe médica.
Morador de Campo Bom, João Vitor brincava com um carrinho quando enroscou em um fio ligado a uma fritadeira elétrica. O impacto derrubou o aparelho e todo o óleo quente acabou caindo sobre ele. Conforme os pais, Ana Paula Taufer Marques e Ezequiel Marques Fröhlich, cerca de 22% do corpo da criança foi atingido. As queimaduras, de segundo e terceiro grau, afetaram a orelha, parte do rosto, queixo, braço, lateral do tórax, mãos, perna esquerda e pés.
A luta de João Vitor e de seus familiares é um exemplo de coragem e união.
O retorno para casa é apenas o início de uma nova etapa, em que cada gesto de solidariedade pode ajudar a transformar um momento de dor em esperança de dias melhores.
Solidariedade a João
As consultas de acompanhamento em Porto Alegre seguirão para monitorar a evolução clínica. A família organiza uma rede de apoio para viabilizar o tratamento. No dia 27 de setembro ocorre galeto beneficente na Paróquia Cristo Rei, em Campo Bom. O cartão custa R$ 30 e pode ser adquirido pelo telefone (51) 9 9934-5009. Quem desejar colaborar também pode doar via PIX, chave 51992225340, em nome do pai, Ezequiel.
Luta e Superação
Depois de dias de angústia, a liberação do menino para voltar ao lar foi celebrada com emoção e alívio pela família. João Vitor agora poderá comemorar seu aniversário de 2 anos, em 15 de setembro, cercado pelo carinho dos familiares, em uma data de grande significado após a luta pela vida.
Mesmo com a alta, a recuperação será longa. Segundo a mãe, o filho precisará de acompanhamento psicológico e nutricional, sessões de fisioterapia e procedimentos com cirurgião plástico. Ele também terá de utilizar malhas compressivas sob medida, feitas em São Paulo, que auxiliam no processo de cicatrização. Ana conta que a equipe médica realizou enxertos para reconstruir áreas afetadas, com êxito na maioria delas, mas ainda restam desafios na perna e na região abdominal.



















































