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Araricá ganha novo prazo para concluir sistema de água


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Araricá – Uma das obras públicas que há mais tempo se arrastam no Vale do Sinos é a implantação do sistema de abastecimento de água no município. Iniciado em 2013, ainda na gestão do ex-prefeito, Sérgio Machado, a obra ganhou um novo prazo para conclusão: março de 2019.

A dificuldade do momento recai sobre a necessidade da RGE Sul desligar a alimentação da energia na região de alguns poços para que a equipe da empresa responsável pela ação, a Engeporto, de Campo Bom, possa levar a alimentação de energia até os poços industrais que abastecerão as famílias. O trabalho estava marcado para 14 de janeiro, mas por dificuldades burocráticas não foi possível executar o serviço. Prefeitura e Engeporto aguardam a definição de uma nova data para colocar em prática esta ação.



O prefeito de Araricá, Flávio Foss, argumenta que a burocracia influencia diretamente para a conclusão da obra. “Cada vez que a RGE Sul precisa fazer uma ação é necessário preencher um formulário e o retorno demora até meses, atrasando a finalização da obra”, explica Foss.

Empresa explica novas etapas

O responsável pela Engeporto, Adauri Fantinel Cabral, explica quais as próximas etapas antes da conclusão final da implantação do sistema. “Está faltando a RGE fazer um desligamento da rede pública. Precisamos levar a alimentação de energia elétrica até os poços, e a RGE não fez o desligamento no dia 14 de janeiro que estava previsto. Se a RGE não fizer o desligamento para concluirmos o serviço, não tem como colocar o sistema para operar. Isso é uma questão exclusivamente da RGE. Acredito que no início de fevereiro isso deve ocorrer, pois é um processo demorado. A RGE Sul, teve que aprovar o projeto antigo e isso demorou bastante tempo no setor técnico da RGE e isso foi liberado somente em dezembro. Na realidade, foi um problema burocrático entre a Prefeitura e a RGE Sul no aspecto da documentação. Agora, estão para marcar uma nova data. A RGE Sul desligando a rede e nós concluindo essa etapa, em tese, vamos conseguir colocar para funcionar o sistema de abastecimento de água. Essa ligação de energia que envolve a RGE, em tese, engloba os poços da Rua Camobi, P7, P1, P4 e EB6. O P1 e o P4 são os poços mais afastados, que dependem dessa rede pública de energia. Depois disso dessas questões, será possível colocar em teste o sistema. Somos contratados para implantar o sistema, para colocar em funcionamento, daí será com a Prefeitura e a Autarquia. Vamos deixar as coisas funcionando, mas quem vai operar é o poder público. Nosso prazo, vai até o final de março. São coisas que não dependem de nós. Queremos concluir isso com sucesso depois de tanto esforço e que vem desde 2013 e preço de referência de 2011. A empresa fez um esforço incomensurável para se manter no processo, pois sabemos da importância disso para o município. A água é um bem essencial para a sobrevivência humana”, pondera Adauri.

Prefeito avalia empresa

Mesmo existindo contratempos envolvendo a concessionária de energia elétrica, Foss não esconde que esperava mais celeridade na obra por parte da empresa.


“Percebi que no desenrolar da obra a empresa não estava tão preparada assim para fazer esse sistema. Até porque esse sistema de abastecimento de água essa empresa é a primeira vez que está fazendo. Agora, quando forem fazer um novo sistema, terão mais experiência. Araricá foi cobaia dessa empresa. Na época quando eu fui prefeito, havia desabilitado ela. Atualmente, estamos com 92% da obra pronta. Os recursos quem paga é a Caixa. Ainda restam cerca de R$ 900.000,00 mil para a empresa receber, totalizando os mais de R$ 7 milhões que a obra custará”, conclui Foss.

Texto: Deivis Luz

Foto: Arquivo JR

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