Sapiranga – O Parque Municipal do Imigrante se transformou em palco de emoção e melodia na manhã de sábado (11), quando o Festival de Bandas Escolares encerrou com brilho a 28ª Feira do Livro de Sapiranga. Sob o tema “Ecos da vida — histórias que marcam, biografias que inspiram, vidas que transformam”, o evento reuniu estudantes, professores e público em geral para celebrar cultura, literatura e música. A diretora pedagógica, Ana Andrioli, resumiu o momento: “para nós é uma alegria imensa promover esse momento, trazer as famílias aqui para o parque para conviver mais de perto com a cultura, com a literatura, valorizando o que é feito dentro das nossas escolas”.
Durante a semana, a feira recebeu autores convidados, contações de histórias, oficinas e shows, aproximando leitores e escritores e promovendo o hábito da leitura em todas as idades. No sábado, foi a vez da música escolar brilhar com desfiles e execuções musicais que emocionaram quem assistia.
Entre aplausos e olhares atentos, jovens músicos mostraram o resultado de meses de ensaios, técnicas aprendidas e paixão. O som dos instrumentos — surdos, taróis, liras e bumbos — ecoou por todo o parque, encantando o público e reforçando que a arte é ponte entre gerações. O encerramento teve momentos de forte simbolismo: estudantes conversando com visitantes, professores emocionados, famílias registrando fotos e o sentimento coletivo de que cultura, educação e música são forças transformadoras para Sapiranga e região.
Anos de história e arte
A 28ª edição da Feira do Livro de Sapiranga ocorreu de 7 a 11 de outubro, no Parque do Imigrante. Com o tema “Ecos da vida — histórias que marcam, biografias que inspiram, vidas que transformam”, reuniu autores, oficinas, contações de histórias e apresentações artísticas. No sábado, o Festival de Bandas Escolares marcou o encerramento da programação literária, celebrando cultura, talento e integração entre escolas e comunidade.
Vozes que deram ritmo ao festival
“A música é muito importante no desenvolvimento, contribui na socialização. Eles aprendem juntos, erram juntos, participam de eventos como hoje e se sentem parte da comunidade”, destaca Felipe Böes, professor de música.
“Eu via muitas pessoas tocando e eu sempre tive vontade. Eu sei tocar surdo e tarol. Sou líder do tarol hoje, toco uns dois anos já. No primeiro ano toquei surdo e agora voltei ao tarol”, comenta Adryan Naue, aluno da Emeb 1º de Maio.
“Iniciei porque meus amigos já tocavam e eles me incentivaram. Estou há três anos na banda e já passei por vários instrumentos. Toquei surdo, bumbo, caixa e snare. Ensaiar com música legal me motiva”, salienta Lorenzo Bloss, aluno da Emeb La Salle.
“Eu toco há mais ou menos um ano, entrei esse ano. Eu toco lira e o que me motivou foi ver nos desfiles, a música. Achei bonito e patriótico, então entrei no grupo”, ressalta Gabriel Fülber, aluno da Emeb Pastor Rodolfo.
Cultura e música
O Festival de Bandas Escolares coroou uma semana marcada pela literatura e pelas artes em Sapiranga. Estudantes de diferentes escolas desfilaram e tocaram para um público atento, valorizando a expressão musical como extensão dos processos pedagógicos. Cada apresentação trouxe repertório que dialogava com o tema da feira, refletindo memórias, biografias e histórias coletivas. Professores e diretores acompanharam as apresentações, celebrando o esforço dos alunos e reforçando que eventos culturais como este criam pertencimento, motivam jovens e fortalecem o vínculo entre escola e comunidade.
Legado e inspiração
O encerramento do festival e da Feira do Livro não foi apenas uma celebração: representa um legado para os estudantes de Sapiranga. Ao integrar literatura e música, o evento fortalece o protagonismo juvenil, estimula o interesse pelas artes e mostra que cultura ultrapassa fronteiras. Para muitos alunos, foi a oportunidade de se apresentar ao público pela primeira vez e sentir o brilho dos aplausos. Famílias prestigiaram os jovens músicos, tingindo o parque com sorrisos e emoção. Esse momento reforça que Sapiranga investe em cultura como instrumento de transformação e que cada nota ecoa como semente inspiradora.




















































