Região – Com o intuito de resgatar e preservar a memória do município, foi lançado, no dia 10 de setembro, o livro “Estância Velha – Dos povos originários à emancipação”, de autoria do jornalista e pesquisador Felipe Kuhn Braun. O evento, realizado na Sociedade de Canto União, reuniu convidados e apoiadores do projeto, que faz parte das celebrações pelos 65 anos da cidade.
A obra, primeira a abordar integralmente a história de Estância Velha, percorre o trajeto dos povos originários até a emancipação política, em 1959. Para o autor, o livro não é apenas um relato do passado, mas também uma ferramenta para entender a formação social, cultural e econômica da cidade.
O projeto foi viabilizado com o patrocínio da APTA Resinas, através da Lei Rouanet. Foram impressos 1.500 exemplares, que foram distribuídos, gratuitamente, em bibliotecas, escolas e instituições da região.
O lançamento também inclui atividades educativas, como rodas de conversa e uma história em quadrinhos baseada na obra, que será trabalhada em 12 escolas públicas.
Conectando o passado
Com uma capa que retrata a icônica torre da antiga Igreja Luterana, o livro resgata episódios marcantes, como a chegada dos imigrantes alemães e o desenvolvimento industrial da cidade.
A obra promete se tornar referência para pesquisadores, estudantes e todos que desejam conhecer mais sobre as raízes e a trajetória de Estância Velha, que ainda não possuía nenhum livro dessa importância à respeito de sua história.
Uma jornada de pesquisa e colaboração
Braun explica que o trabalho envolveu uma extensa pesquisa, incluindo visitas a arquivos históricos, museus e famílias da cidade e de regiões vizinhas. “Foram três anos intensos de levantamento e escrita, mas o projeto ficou arquivado por quase uma década. Somente agora, com o apoio de patrocinadores e da Lei Rouanet, foi possível dar vida a essa publicação”, revela.
O autor também enfatiza a importância do registro histórico. “Resgatar essas memórias é essencial para conectar as gerações. É um presente para a comunidade, que finalmente pode ter acesso à sua própria história”, destaca.
Além disso, Braun destaca o papel das famílias locais, que contribuíram com documentos, fotos e relatos. “Sem a receptividade e generosidade das pessoas de Estância Velha, esse livro não seria possível”, conclui.
Por Kainã Bohn


















































