Em Sapiranga, o Sítio Bela Hu se destaca pela diversidade de frutas cultivadas, mas nesta época do ano é o figo que ganha evidência na propriedade. A cultura foi escolhida após a observação da presença de diversas espécies nativas de figueiras no entorno, o que indicava boa adaptação da variedade comestível. O figal ocupa meio hectare dentro de uma área total de 28 hectares e recebe cuidados constantes durante todo o ciclo produtivo. A colheita ocorre entre fevereiro e maio, período em que os frutos atingem qualidade ideal.
Segundo a proprietária Marcia Lutz, o figo exige atenção permanente, desde a poda até a irrigação. “Mas responde muito bem quando o manejo é feito corretamente”, explica. O cultivo requer poda de inverno mais drástica e poda de verão. A adubação é feita principalmente com esterco de ovelha, aplicada no início da fase vegetativa e reforçada duas vezes durante a frutificação. O figueiro é exigente em água, tornando a irrigação indispensável. No Sítio Bela Hu utiliza–se o sistema de gotejamento durante toda a fase vegetativa, garantindo desenvolvimento equilibrado das plantas e regularidade na produção.
Além do figo, o sítio cultiva em maior quantidade o pêssego, a amora, o mirtilo e a goiaba, além de outras frutas, como, marmelo, romã, ameixa, physalis, uva, jabuticaba, abacate, araçá, guabiroba, limão siciliano, bergamota, lima-da-pérsia, laranja céu, laranja azeda para doce em calda, laranjinha kinkan, e também outras espécies de laranja.
“Nosso cuidado é constante, desde a poda até a colheita, para garantir qualidade e sabor em cada fruto. A produção é voltada, principalmente, para a Feira do Agricultor, em Sapiranga, que acontece aos sábados e nas quartas-feiras, e, quando há excedente, vendemos para comércios locais”, destaca Marcia Lutz, proprietária do sítio. Ela também conta que não prevê expansão de área, mas introduz novas cultivares para atender as preferências do consumidor. “Atualmente, estamos implantando um pomar de abacate com seis cultivares, com previsão de colheita em quatro ou cinco anos”, afirma Marcia.

















































