Região – A história do cultivo de rosas em São Sebastião do Caí está profundamente ligada à família de Alberto Juares da Silva e Ceci Rosane Schneider. A trajetória começou ainda na infância de Alberto, que nasceu em 1970 e já aos 11 anos acompanhava o pai nas vendas de mudas de rosas em São Leopoldo.
Inspirado pelo exemplo paterno, Alberto decidiu seguir o caminho das flores, transformando o hobby em uma atividade profissional. Hoje, com 44 anos de experiência, ele e sua esposa Ceci conduzem a propriedade com dedicação diária, mantendo viva a tradição familiar. O cultivo exige atenção constante, desde o preparo do solo até o cuidado com cada muda, e a participação ativa dos filhos Diego Schneider da Silva e Alini Schneider da Silva, juntamente com o genro Jorge Augusto Koch, reforça a importância da união familiar nesse processo.
A propriedade, localizada na Estrada da Picaça, 1783, possui 15 hectares, dos quais dois são exclusivamente dedicados à produção de rosas. Cada flor é resultado de anos de trabalho, paixão e experiência, consolidando o nome “Rosas do Alberto” como referência na região e no mercado de flores do Rio Grande do Sul.
Resiliência da família
Ao longo de mais de quatro décadas, Alberto e Ceci enfrentaram diversos desafios no cultivo de rosas em São Sebastião do Caí. Secas, dificuldades com financiamentos e o impacto direto do clima exigiram persistência e união familiar.
“O episódio mais marcante ocorreu em 2015, quando uma forte chuva de pedra danificou grande parte da produção, obrigando nossa família a recomeçar praticamente do zero. Para superar os obstáculos, todos trabalharam lado a lado, abrindo mão de bens materiais e investindo tempo e esforço na recuperação da lavoura”, conta Alberto.
Cada adversidade reforçou o valor da dedicação diária e do trabalho em equipe, mostrando que o sucesso no cultivo de rosas vai muito além da técnica: depende da resiliência e do amor pelo que se faz.
Segredos e cuidados
O cultivo de rosas exige atenção e dedicação diária. Alberto e Ceci destacam que não existe descanso: cada muda precisa ser observada cuidadosamente para identificar qualquer mudança ou problema.
O preparo do solo, manejo correto da irrigação e controle de pragas e doenças são fundamentais para garantir flores de qualidade. “O tempo até a primeira colheita varia conforme o clima, podendo levar até um ano, e cada pé em produção entrega rosas de 28 a 120 dias. Mais do que técnicas, o segredo está na disciplina, no carinho e na atenção”, disse Ceci.
Impulsionam produção local
Participar de feiras e eventos é essencial para valorizar a produção de rosas. Alberto e Ceci aproveitam essas oportunidades para mostrar o trabalho diário e todo o cuidado necessário para cultivar flores de qualidade. Além de aproximar o público do processo, esses eventos ajudam a divulgar o nome “Rosas do Alberto” e consolidar relações com revendedores e clientes de Porto Alegre. Para acompanhar o trabalho da família e conhecer suas flores, é possível seguir o perfil no Instagram @rosas_do_alberto , que mostra o cultivo, os eventos e as rosas recém-colhidas.


















































