Região – Em setembro deste ano, o Ministério da Saúde oficializou a garantia do acesso ao exame de mamografia a mulheres a partir dos 40 anos, através do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Governo Federal, a faixa etária entre 40 e 49 anos concentra 23% dos casos de câncer de mama e a detecção precoce aumenta as chances de cura, o que reforça a importância desta mudança.
Apesar deste novo protocolo ser recente, em muitas cidades dos vales do Sinos e Paranhana, o exame de mamografia já estava disponível para as mulheres a partir dos 40 anos de idade. Das cidades de circulação do Grupo Repercussão, apenas em Araricá o procedimento era destinado a mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. No entanto, já desde setembro, o município se adequou ao novo protocolo. Por outro lado, Parobé oferta o exame para mulheres já a partir dos 35 anos.
Somados os números das cidades de circulação do jornal, os municípios disponibilizaram, gratuitamente, mais de 7 mil mamografias, entre janeiro e setembro deste ano. Os procedimentos foram custeados pelo estado ou com recursos próprios dos municípios.
Das 10 cidades, Campo Bom, no Vale do Sinos, se destaca com a realização de 3.281 exames em 2025. Já no Vale do Paranhana, a cidade que mais realizou mamografias foi Parobé, com 1.532 procedimentos realizados.
Números do exame no Vale do Sinos
Sapiranga – Já foram realizadas mais de mil mamografias em 2025. De acordo com a prefeitura, o Estado envia em média 120 exames ao mês, que são realizados no Hospital Sapiranga. Além disso, a Administração Municipal contrata 250 exames com recurso próprio. A fila de espera é de 15 dias. O objetivo é zerar este número até o final do ano, a partir de um investimento de R$ 45 mil realizado em junho para a aquisição de 2 mil exames. A aquisição de mamografias parte da prefeitura e ajudou a diminuir a fila de espera, que chegou a mil pacientes em 2024.
Campo Bom – Entre janeiro e setembro, investiu R$ 200 mil em 3.281 mamografias, no Hospital Lauro Reus. O exame é disponibilizado há anos para mulheres a partir dos 40 anos. Segundo a prefeitura, “o município se antecipou à diretriz federal ao adotar, há tempo, o protocolo defendido pela Sociedade Brasileira de Mastologia, que recomenda o rastreamento a partir dos 40 anos como medida eficaz para reduzir a mortalidade por câncer de mama e ampliar as chances de tratamento precoce”.
Nova Hartz – Por mês, são agendados, em média, 52 exames de mamografias, chegando ao final do ano com uma média de 624 procedimentos ofertados à população. Os exames são realizados no Hospital Sapiranga e, atualmente, há 140 pacientes na fila de espera, que é de cerca de três meses. Exames urgentes, solicitados por médicos, são realizados na mesma semana.
Araricá – Foram realizadas cerca de 150 mamografias até aqui em 2025, ofertadas através de recursos próprios e do Estado. Desde setembro deste ano, segue o novo protocolo do Ministério da Saúde, ofertando o exame para mulheres a partir dos 40 anos. Antes, ofertava a mamografia de rastreamento para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos.
Números registrados no Paranhana
Taquara – Realizou apenas 236 mamografias de janeiro a outubro e, desde março, não há fila de espera. Conta com os atendimentos pactuados pelo Estado, sem custo ao município, nas cidades de Taquara e São Francisco de Paula. A Secretaria de Saúde disponibiliza 211 exames por mês.
Parobé – Oferta o exame para mulheres a partir dos 35 anos, através do Sistema Nacional de Regulação (SISREG), no entanto, enfrenta desafios na utilização das vagas, já que os exames ocorrem em São Francisco de Paula e Rolante. Pacientes acabam não comparecendo devido à distância e tempo de deslocamento. A prefeitura alega que já solicitou à Central Estadual o remanejo das vagas para Igrejinha, porém, o Estado informou que não há possibilidade de alteração. Hoje, são 385 pacientes na fila de espera. Além dos exames disponibilizados pelo Estado, o município mantém contrato próprio para a realização dos exames e deseja zerar a fila de espera até final do ano. Em 2025, já ofertou 1.532 mamografias.
Três Coroas – Entre 1º de janeiro e 8 de outubro deste ano, realizou quase 900 mamografias (Bom Jesus, São Francisco de Paula, Rolante, Clínica Intra, Clínica Radioclin e SESC (período limitado/temporário)). As solicitações dos exames são direcionadas para mulheres a partir dos 40 anos até 74 anos, conforme preconização do Ministério da Saúde. Caso haja predisposição genética para o câncer de mama, é ofertada para mulheres fora desta faixa etária.
Igrejinha – Foram realizados 1.060 exames entre janeiro e setembro. São ofertadas 60 mamografias mensais através de contrato do Estado. Além disso, a prefeitura contrata, todos os meses, 260 exames, totalizando uma oferta de 320 procedimentos mensais. Os custeados pelo estado são realizados pela Radioclin e os da prefeitura, pela Radioclin e Intra.
Rolante – Realizou 270 mamografias em 2025, através do SISREG. Destas, 80 foram realizadas em São Francisco de Paula, através de negociação entre prefeitura e hospital, sem custo para a cidade.
Segundo informações, o hospital de Rolante está se movimentando para habilitar o serviço junto ao Estado, para que o procedimento passe a ser ofertado na cidade, que tem fila de espera, mas que deve ser zerada até final do ano.
Riozinho – Já foram realizados 173 exames de mamografia em 2025, no hospital de São Francisco de Paula. O mesmo é disponibilizado para mulheres a partir dos 40 anos. Segundo a prefeitura, não há fila de espera e os exames são contratamos conforme a demanda.
O que dizem os secretários de Saúde
“A neoplasia de mama é a doença que mais mata mulheres no mundo, e a mamografia é o exame que pode identificá-la em estado inicial, o que possibilita a cura. A compra de exames extras visa suprir a demanda que, infelizmente, não é atendida pelo repasse estadual. Queremos proporcionar acesso ao exame, diagnosticar precocemente e iniciar o quanto antes o tratamento”, Janete Hess, secretária de Saúde de Sapiranga
“Esse serviço é de extrema importância, pois contribui para que os diagnósticos sejam realizados de forma precoce. A mamografia salva vidas, reduz complicações, fortalece a rede de atenção à saúde da mulher e é uma ferramenta essencial na detecção antecipada do câncer de mama”, Luana Schnorr, secretária de Saúde de Campo Bom
“São solicitadas, em média, 110, 120 mamografias por mês. O Estado disponibiliza 60 exames e, o restante, o município complementa. Atualmente, acabamos nem utilizando todos os 260 exames contratados pela prefeitura. Não há fila de espera”, Vinício Wallauer, secretário de Saúde de Igrejinha
“Desde março deste ano, conseguimos zerar a fila de espera para o exame, garantindo que todas as mulheres que necessitam da mamografia tenham acesso rápido e gratuito. Esse é um avanço importante na detecção precoce do câncer de mama, aumentando significativamente as chances de cura”, Loreni Spirlandelli, secretária de Saúde de Taquara

















































