Campo Bom – Atendendo a uma ordem judicial do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), as famílias que ainda residem na Ocupação Resistência e Luta, localizada às margens da Avenida São Leopoldo, em Campo Bom, na divisa com Novo Hamburgo, precisam desocupar voluntariamente a área até esta sexta-feira, dia 1º de agosto.
Caso isso não ocorra, será expedido mandado de desocupação compulsória da área, que é privada e envolve uma batalha judicial que já se arrasta há anos.
Além de desocupar a área de terra, os moradores, que foram representados no acordo pela Associação dos Moradores da Ocupação Resistência e Luta, se comprometeram “a desmanchar quaisquer construções existentes e retirar os materiais do local”.
Com o prazo de desocupação voluntária prestes a terminar, na manhã desta quarta-feira (30), moradores seguiam desmontando as suas casas, para cumprir o que foi acordado com a família proprietária da área de terra.
Conforme as últimas informações, 17 famílias ainda viviam no local, que chegou a ser ocupado por mais de 50.
Ajuda a moradores
Conforme apurado pelo Grupo Repercussão, durante o período de desocupação voluntária, que se encerra nesta sexta-feira (1º), as famílias com necessidades assistenciais, e mediante demonstração junto à Secretaria de Assistência Social, puderam solicitar auxílio mudança, “sendo o mesmo deferido apenas para aquelas que se enquadram no critério do programa quando da solicitação”.
Mais sobre a ocupação
Em matéria publicada pelo Grupo Repercussão em outubro de 2015, há quase 10 anos, os moradores da Ocupação Resistência e Luta já enfrentavam o risco de despejo. Na época, também representados pela Associação de Moradores, já tentavam evitar que isso ocorresse e mencionavam uma proposta habilitada no Ministério das Cidades para a construção de 200 moradias populares. Também sugeriram que a prefeitura desapropriasse a área em razão de débitos que a família proprietária teria com o município.


















































