Região – Frente ao calor que encerrou fevereiro e deu início ao mês de março, os números da dengue subiram no estado. Naturalmente, a preocupação nos vales do Sinos e Paranhana aumentou, e também o número de mutirões e verificações nos bairros.
Das cidades da região, a que apresenta o maior número de casos positivos é Taquara, com 5. Na sequência, está Sapiranga, com 4, e Campo Bom; 3. Dentro do tema, as secretarias de Saúde dos municípios executam uma série de atividades de prevenção e correção, através das equipes de endemias.
O princípio das ações está em visitas de rotina nos bairros. Para além da verificação das residências e conscientização da comunidade, o procedimento serve para instalação das “ovitrampas”, armadilhas que indicam a presença do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Essas iniciativas indicam as chamas “zonas quentes”, cuja incidência do mosquito é maior. Assim, outras atividades mais intensas nas áreas de perigo são direcionadas.
A cidade que lidera o Vale do Sinos em casos confirmados tem diversificado as ações em combate à dengue. Para além das ações tradicionais, o município executa, através de suas equipes especializadas, visitas quinzenais em locais propícios a proliferação do mosquito, como ferros-velhos e borracharias.
Situação dos municípios da região (atualizado quarta-feira, dia 12)
Trabalho intersetorial na causa
Outro ponto analisado em Sapiranga é a manifestação da comunidade, que pode denunciar pontos com possíveis focos do mosquito e, com isso, despacha os agentes de endemias para executar os trabalhos necessários.
Ainda no Vale do Sinos, Campo Bom tem como uma de suas bases de atuação o trabalho intersetorial. A ação se resume a uma ação paralela de outras equipes do serviço público, como da Assistência Social e da Secretaria de Obras, capazes de indicar situações que fogem do ideal. Assim como em Sapiranga, o contato com a comunidade é direto, instruindo e averiguando os diferentes cenários.
No Paranhana, Taquara é o município com mais casos confirmados e atua para estabilizar essa situação. Segundo os números apresentados pela equipe pública, esse cenário tem melhorado, visto que todas as confirmações da dengue ocorreram em janeiro, com fevereiro e março, até então, zerados para casos positivos.
Borrifação contra o mosquito em prédios públicos e residências
O município taquarense também utiliza do chamado “BRI”: Borrifação Residual Intradomiciliar. A iniciativa ocorre nos bairros mais afetados em 2024 e, desde o início do mês, em prédios públicos, também. Taquara também realiza visitas de 15 em 15 dias em pontos estratégicos.
Ainda na região, Igrejinha também se movimenta para evitar surtos de dengue. A distribuição de cards informativos à comunidade é uma das apostas na conscientização, enquanto que a campanha “Desapega”, atividade onde são recolhidos entulhos, lixos e virados os potes com resquícios de água, ocorre para dificultar a proliferação do mosquito.
Equipes municipais
Luana Schnorr, secretária em Campo Bom. “Com o trabalho contínuo de combate à dengue realizado pela nossa equipe da Vigilância Ambiental, a situação hoje está sob controle. Não deixaremos arrefecer os esforços, pois é somente através de todas as ações de prevenção e conscientização que conseguiremos eliminar a dengue”.
Janete Hess, secretária em Sapiranga. “A secretaria tem trabalhado intensamente no combate ao mosquito da dengue. Nos próximos dias, novos agentes de combate de endemias vão reforçar a equipe. O cuidado principal no combate à dengue deve ser realizado por cada um dos munícipes; precisamos da colaboração de todos nesta luta”.
Por Bruno Morais


















































