Região – Industriários e demais colaboradores do setor estão insatisfeitos. O motivo é uma suposta falta de transparência ou participação do Sindicato dos Sapateiros no que diz respeito ao suporte referente à exclusão do desconto da contribuição assistencial sindical.
Com uma breve contextualização, é possível definir que a “contribuição assistencial sindical” é um desconto do salário base, que equivale a 5% do vencimento de setembro, e está previsto no artigo 513 da CLT, alínea “e”. O valor da taxa é usado para sanar os gastos do sindicato durante o ano. A adesão ou não a esta contribuição fica a cargo do funcionário.
Esclarecido este ponto, se observa que, anualmente, os profissionais desta área precisam solicitar a exclusão deste desconto, ou seja, o desinteresse em participar desta medida. Entretanto, o período do ano em que isso deve ser solicitado, o mês onde haverá desconto (em caso de adesão a taxa), e como solicitar a exclusão destes 5% do salário base são sempre incógnitas para parte dos industriários. Novamente, em 2024, foi sentida por este grupo a falta de apoio do Sindicato do setor, e isso gerou uma série de reclamações.
O Sindicato dos Sapateiros de Sapiranga foi contatado e enfatiza que a culpa desta “confusão” não é da entidade. “Saíram vários editais da abertura da Campanha Salarial. Isso está tudo registrado em documentos, material; está tudo conosco. Se as pessoas não pegaram para ler o material, eu não posso fazer nada. Se as pessoas não leram, não é o Sindicato o culpado”, manifesta o presidente de Sapiranga, Júlio Cavalheiro.
Falta de comparecimento
O presidente Júlio também relembra parte do que já teria sido feito para a classe nesse sentido. “Nós tivemos a primeira assembleia da Convenção Coletiva dia 18/07. Entregamos a pauta dia 27/07. Desde lá, viemos divulgando material, vídeo sobre a nossa campanha salarial. Tivemos duas assembleias, se as pessoas não compareceram, eu não tenho outra forma de divulgar”. O Sindicato dos Sapateiros de Sapiranga é responsável, também, pelo segmento em Araricá e Nova Hartz.
Aumento real de salário e outras citações de Júlio
Para além dos esclarecimentos, Júlio Cavalheiro também ressaltou que o Sindicato tem ajudado o segmento, inclusive com a valorização dos profissionais. “As pessoas têm que vir na assembleia, discutir o que quer o Sindicato, para o que é a Convenção Coletiva (CC), além do aumento real de salário, que nós conseguimos. A assembleia foi aberta e nós esclarecemos tudo o que acontece nas CC’s e, ali, foi divulgado a Campanha Salarial”, explicou.
O horário de funcionamento do sindicato é de segunda a quinta-feira, das 8h às 11h e das 13h30 às 17h e, na sexta-feira, das 7h30 às 12h. Apesar de solicitado pela nossa equipe de reportagem, o prazo para realizar a exclusão não foi informado pelo Sindicato, na figura do presidente Júlio.
Por Bruno Morais


















































