A Comarca de Sapiranga promoveu, na última quarta-feira (14), as duas primeiras sessões de audiências coletivas de acolhimento, tendo mais de 100 vítimas de violência doméstica atendidas. A iniciativa do Poder Judiciário tem a parceria do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) e o Centro de Referência de Atendimento à Mulher de Sapiranga (CRAM/Sapiranga).
As audiências coletivas, nas quais as vítimas são chamadas para o acolhimento pela rede de proteção, são sessões compostas por 55 a 60 vítimas, que duram em torno de 45 minutos. O objetivo é acolher, abrindo as portas do Judiciário e de toda rede protetiva, conforme o Juiz de Direito Leonardo Bofill Vanoni, da Vara Criminal da Comarca local. A ação também visa divulgar os serviços, disponíveis pelo Município de apoio psicológico e social (pelo CRAM), além de esclarecimentos sobre questões jurídicas, seja na área criminal ou cível.
“O projeto liderado pelo Judiciário local tem como finalidade tratar dos problemas além do processo, aproximando e incentivando a conexão entre a rede de proteção e as vítimas de violência doméstica”, destaca o magistrado. Segundo ele, a intenção é dar apoio e esclarecimentos necessários para que as mulheres enfrentem as questões jurídicas decorrentes da violência doméstica. “Mas sobretudo, as feridas psicológicas e sociais desse grande problema presente na nossa sociedade”, completa Vanoni.
Durante as audiências as vítimas participam de algumas dinâmicas, que incentivam o apoio mútuo, para o combate da violência doméstica e a superação das consequências daquelas que já foram vítimas. No decorrer do mês de agosto estão previstas outras sessões, que devem receber mais de 500 vítimas doméstica dos últimos 18 meses.


















































