Araricá – Uma indefinição circunda a Prefeitura de Araricá. Desde 27 de março deste ano, há um pedido de impeachment do prefeito Flávio Foss, embasado com “infrações político-administrativas, crimes de responsabilidade e atos de improbidade administrativa”.
Este processo, entretanto, ainda não possui definições. Desde que foi protocolado este pedido de afastamento, a defesa de Foss se manifesta com justificativas sobre os lotes vendidos a preços muito inferiores ao valor de mercado, um dos motivos pelos quais é solicitada a cassação de mandato.
Inicialmente, foi dado o prazo de 10 dias para que a defesa apresentasse sua tese, mas diante das apresentações dos advogados de Flávio Foss, a análise e período para apresentação da defesa foi estendida. Na quarta-feira (8), a sessão ordinária realizada em Araricá decidiu por prosseguir com as apurações do caso.
Próximos passos
De forma oficial, consta que “nada fora dito que pudesse alterar a necessidade de dilação probatória, ou que demonstrasse a desnecessidade do prosseguimento do presente processo, entendendo a comissão pelo prosseguimento da apuração acerca dos fatos narrados pela denúncia”, conforme os documentos listados ao fim da sessão.
Conforme o advogado da Câmara de Vereadores de Araricá, Dr. Ivan Wilborn, os procedimentos estão marcados para sexta-feira (17). “Na sexta iniciaremos as oitivas das testemunhas. E, se concluídas, ouviremos o (prefeito) Flávio” detalha. O encontro está marcado para às 9h.
Flávio Foss é acusado de venda irregular de terrenos da Prefeitura de Araricá. Entre as negociações, estão listados prejuízos de até R$ 600 mil.
Comissão detalha
“Foi votado pelo prosseguimento e, agora, estamos na fase das oitivas. Vamos ouvir as testemunhas e o prefeito. Ao final dessas oitivas, vai ser feito um relatório pela comissão. Após, volta para votação em Plenário. Fazemos o relatório enquanto comissão processante”, detalha a presidente da comissão em questão, vereadora Jordana de Lima (PL).


















































