Região – Um olhar nos livros, mas sem desmerecer o que a imprensa pode mostrar e oferecer a toda juventude nos municípios dos vales do Sinos e Paranhana. É desta forma que as secretárias(os) de Educação e prefeitos(as) enxergam o Projeto Repercussão na Escola.
Em 2023, nove dos dez municípios da área de abrangência do Grupo Repercussão aderiram ao projeto, que se revela uma ferramenta pedagógica importante quando o assunto é alfabetização, estudo dos gêneros textuais, classes gramaticais, descoberta de novas realidades, e outras nuances da Língua Portuguesa.
Para o Grupo Repercussão, o projeto é estratégico. “Ele potencializa a inserção do jornal em diferentes realidades sociais na nossa área de cobertura. Sem contar a visibilidade que permite aos anunciantes do jornal, que pode ser folheado, em casa, por milhares de chefes de família”, cita o sócio-fundador do Repercussão, Deivis Luz.
PROJETO CONSOLIDADO NA REGIÃO
O diretor administrativo do Repercussão, Felipe Laux, avalia a parceria. “O número de cidades aderentes ao Repercussão na Escola, ano após ano, comprova o crescimento do projeto e sua consolidação na região. Além disso, é uma iniciativa que demonstra resultados nítidos, sejam pedagógicos (com o jornal em sala de aula), nas oficinas de comunicação/jornalismo nos estúdios do Repercussão ou ainda nos momentos de lazer/esporte, com a já tradicional Copa Repercussão na Escola de Futsal”, pontua.
Estudantes conhecem a rotina de um veículo de imprensa na sede do Repercussão
Em 2022, um grande diferencial e que empolgou professores e coordenadores pedagógicos das escolas foram as oficinas de educomunicação (uso de educação e mídias digitais) na sede do Grupo Repercussão, em Sapiranga. Cerca de 20 turmas passaram pelos estúdios e ambientes da empresa e puderam conhecer, de perto, a rotina dos jornalistas e os critérios usados na produção das notícias.
Os repórteres mirins conheceram os bastidores dos programas da TV Repercussão (Café com Repercussão, Giro da Redação, Repercussão Notícias e Programa Repercutindo), além, é claro, de conversar com integrantes do time de jornalismo da empresa. Mas, a verdadeira cereja do bolo foi a oportunidade dos jovens vivenciarem, na prática, a base para qualquer produção jornalística (seja no meio impresso ou digital), que é a entrevista. “Lançamos o desafio e os estudantes fizeram um exercício prático, demonstrando desinibição”, relembra Deivis Luz.
Ponto de vista
O prefeito de Igrejinha, Leandro Horlle, entende que o projeto possui benefícios. “Vai permitir uma integração entre todos os municípios participantes. Para nós, de Igrejinha, é uma grande oportunidade poder participar mais uma vez do projeto em 2023”, avalia. No ponto de vista da secretária de Educação de Parobé, Joana D’arc Wittmann, o Repercussão é uma excelente ferramenta. “Ajuda no desenvolvimento e prática da maioria dos conteúdos. Esta ferramenta pedagógica motiva a autonomia e a criatividade dos alunos no que diz respeito à leitura, à informação, à produção textual, entre outras linguagens que podem ser exploradas”, pontua Joana.
Números do projeto
Em 2023, o Grupo Repercussão fechou o projeto Repercussão na Escola em nove cidades. Ao todo, a ação contempla 106 escolas de turmas do 4º ao 8º ano nos vales do Sinos e Paranhana. Neste ano, mais de 4,3 mil estudantes serão contemplados. Desde 2015, mais de 20 mil jovens foram atendidos.
Ponto de vista das principais lideranças e autoridades na área da educação nos vales do Sinos e Paranhana
“O Repercursão na Escola é um projeto que tem meu apoio, pois dá aos alunos um instrumento a mais de leitura e também a oportunidade de ler, discutir e evoluir com temáticas atuais. Além disso, a promoção da Copa Repercussão na Escola gera um envolvimento nas famílias e lota o nosso ginásio. Isso só prova que realmente é muito importante essa parceria, é um projeto que dá certo, que envolve as escolas, e que traz possibilidades de conhecimento aos alunos”.
Veronice Zandoná,
sec. de Educação de Nova Hartz
“O projeto contribui como recurso pedagógico nas atividades dos professores em leitura, compreensão e interpretação de textos jornalísticos, a exploração do vocabulário, incluindo o tempo verbal de notícias. Conhecer e explorar os gêneros jornalísticos contribui para a formação de opinião, bem como permite a troca de ideias, as discussões e, assim, proporciona o desenvolvimento da oralidade. Logo, passa a ser uma ferramenta rica para o trabalho inter e multidisciplinar”.
Simone Schneider,
sec. de Educação de Campo Bom
“Em tempos de acesso fácil e rápido à informação, acreditamos muito na importância do jornal impresso! Os professores têm uma maior possibilidade de explorar o material com seus alunos e eles, por sua vez, têm um recurso útil, que traz informações atuais e confiáveis, gera conhecimento e desenvolve habilidades. Atingimos também as famílias que aproveitam o jornal para atualizar-se das notícias da semana”.
Cláudia Kichler,
sec. Educação de Sapiranga
“O projeto Repercussão na Escola é uma excelente ferramenta pedagógica que auxilia os professores na abordagem de diversos temas, inclusive aqueles que abrangem a nossa região. Além disso, ter um jornal em mãos, trabalhar com ele e poder levá-lo para casa, para que sua família também possa visualizá-lo, trata-se também de uma ação social, pois leva a informação para aqueles que têm dificuldade ao acesso”.
Agnes Muck,
Sec. de Educação de Três Coroas
“Trabalhar em sala de aula utilizando esse recurso traz excelentes resultados. O acesso à leitura enriquece o vocabulário e compreensão textual. Através dele, todos têm acesso à informação, inclusive as informações apresentadas são fontes para pesquisas mais aprofundadas. Para nossos estudantes, o acesso à informação e à leitura amplia as suas percepções sobre o mundo, a comunidade onde vive, aumentando a capacidade de entendimento sobre assuntos diversos”.
Simone Tadiotto,
Sec. de Educação de Rolante
“Nem todos os alunos têm o seu próprio celular. E as informações e tudo o que acontece no Vale do Paranhana e no Vale do Sinos, eles ficam sabendo através do jornal, que, semanalmente, eles recebem na escola, levam para casa e leem para a família e com a família. Para a nossa realidade, por ser uma cidade interiorana, ter o jornal físico dentro de casa faz toda a diferença. O jornal é trabalhado dentro da sala de aula também em diversas disciplinas, de diversas formas”.
Gilnei Santos,
Sec. de Educação de Riozinho
“É um projeto importantíssimo, porque permite que as crianças tenham o contato com um veículo de imprensa de credibilidade, reconhecido pelo seu trabalho no Vale do Paranhana e em toda a sua área de cobertura. Ele traz informações precisas e de relevância para a comunidade. Isso vai permitir que essas crianças possam ter condições de trabalhar essas matérias de cunho jornalístico e estarem, constantemente, atualizadas com o que vem acontecendo na nossa região, no estado e no país”.
Leandro Horlle,
Prefeito de Igrejinha
“Em Parobé, contemplamos em torno de 2 mil alunos nos últimos três anos, ampliando o acesso à informação também para as famílias. Os profissionais da educação definem a iniciativa como positiva considerando que o jornal é um importante meio de comunicação, divulgação e construção do conhecimento e das relações sociais e culturais entre os membros de uma comunidade, e que por meio dele podemos tomar conhecimento de fatos importantes e estabelecer novos sentidos e reflexões”.
Joana D’arc Wittmann,
Sec. de Educação de Parobé
“Acolhemos como uma possibilidade dos alunos terem uma oportunidade de leituras diversificadas, de conhecimento social e, além disso, observamos que o projeto amplia ainda mais o repertório leitor, mas acima de tudo, produtor dos estudantes. A partir do projeto, eles desenvolvem inúmeras atividades envolvendo também a criação de outras posssibilidades de outros gêneros literários e textuais. Ou seja, ele é um incentivo e impulso para outras construções pedagógica”.
Carla Silveira,
Sec. de Educação de Taquara


















































