Sinalização de faixas de pedestres e placas de ruas são problemas em Sapiranga - Jornal Repercussão Jornal Repercussão
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Sapiranga – Em diversos pontos da cidade, é fácil notar que faltam faixas de pedestres e placas de identificação de rua nas esquinas. A reportagem do Jornal Repercussão visitou alguns pontos e identificou a falta de placas, e também falhas nas faixas de pedestres.

Em muitos casos, ruas importantes e até mesmo que dão acesso aos serviços essenciais da comunidade, não possuem identificação em suas esquinas.

Pontos como a esquina das Avenidas Mauá e Vinte de Setembro, que dá acesso à UPA, está sem sinalização para quem trafega pela Avenida 20 de setembro, no sentido bairro – Centro. Outro ponto visitado é a esquina das Ruas Jacob Milton Benemann com a Major Bento Alves. O ponto é decisivo para quem vem do centro da cidade pela Major, e deseja chegar até a EMEF São Carlos, localizada na Jacob Milton Benemann.

As extremidades da Rua Rolante também têm problemas. Na esquina com a Avenida Vinte de Setembro, não se vê placas, nem faixa de pedestres. Na outra esquina, com a Rua Major Bento Alves, o problema é a falta de placas de identificação. Já na Rua Padre Antônio Vieira, endereço do Instituto Estadual de Educação Sapiranga, o problema é a falta da faixa de segurança no portão de entrada.

Vandalismo e custo… O que diz a Prefeitura

Segundo o Departamento de Mobilidade da Secretaria de Planejamento, Habitação, Segurança e Mobilidade, o motivo da falta de placas de identificação nas ruas, é que a partir deste ano, as placas são colocadas pela Prefeitura. Até então, uma empresa possuía a concessão de explorar exclusivamente o serviço. Ela colocava a placa da rua e explorava o serviço de propaganda. O número de placas colocadas, no entanto, era baixo se comparado à demanda.

O vandalismo contribui de 30 a 40 por cento das placas depredadas ou ausentes no município. A Prefeitura ainda está realizando um levantamento preciso, mas segundo informações, cerca de 60% das ruas da cidade não possuem placas de identificação. Atualmente, a Secretaria de Planejamento, Habitação, Segurança e Mobilidade tem um cronograma de colocação de, pelo menos, 100 placas. Em 2017 aproximadamente 50 placas já foram colocadas. Cada placa custa em média 200 reais para ser feita, com haste e o suporte.

Dados

A Prefeitura revelou ainda que o custo de pintura de cada faixa de pedestre é de aproximadamente R$ 120,00, dependendo do tamanho. No momento, existe um levantamento sobre os locais que necessitam de serviço, pois ele é feito conforme demanda e a urgência do local. Ruas de calçamento não recebem pintura de faixa de pedestre por questões técnicas. Normalmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) indica a implantação de faixas de pedestres em locais de conflito (cruzamentos, por exemplo).

Município explica como ocorre a manutenção

A Prefeitura explicou que a manutenção das faixas de segurança – que hoje somam mais de dois mil pontos – é feita constantemente pela equipe da Secretaria de Obras Públicas e Serviços Urbanos, que realiza a manutenção das pinturas de faixas, lombadas e pinta novos locais de travessia ou de redução de velocidade, com a coordenação da Guarda de Trânsito. “É normal existir o desgaste da pintura em alguns pontos devido a questões climáticas ou fluxo mais intenso de veículos, já que as faixas ficam em pontos exatamente onde a movimentação é maior (a durabilidade da pintura hoje, em locais de fluxo intenso, é estimada em pouco mais de seis meses)”, cita trecho de e-mail enviado à reportagem. A Prefeitura pede que a população ajude e alerte sobre a necessidade de repintura da faixa devido ao desgaste, utilizando o serviço de atendimento da Secretaria de Obras Públicas e Serviços Urbanos ou alertando a própria Guarda de Trânsito.

Proximidades de pontos essenciais também sofrem

Pontos importantes da cidade, como escolas, Unidades de Atendimento de saúde sofrem com a falta de placas de identificação de ruas em suas proximidades ou falta de faixa de pedestres. Não é diferente na esquina das ruas Av. Presidente Kenedy com a Rua Lindolfo Kushler, no bairro São Luiz. Em frente à Escola Dr. Décio, a rua não possui placa de sinalização. Já nas imediações da UBS Centenário, na Rua Kraemer-Eck, notamos uma faixa de pedestre praticamente apagada (foto menor ao lado).

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