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Justiça nega habeas corpus para André “Bebidinha”, réu do caso Júlio


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Porto Alegre / Sapiranga – O Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul negou no final da tarde desta quarta-feira (28) o pedido de habeas corpus (solicitação para que um preso aguarde em liberdade enquanto o processo não é finalizado) de André Norberto Reinheimer, o “Bebidinha”. Resumindo, o TJ entendeu que “a causa é complexa e se justifica a demora no término da instrução. Reinheimer é réu no processo da morte do jovem sapiranguense Júlio César da Silva, então com 28 anos, no final de 2016.

O pedido de habeas corpus foi protocolado no final de janeiro no TJ pelo advogado de defesa de Bebidinha, Claudio Rodrigues Neto, e noticiado com exclusividade pelo Repercussão em fevereiro. 



Para a reportagem, Claudio Rodrigues Neto frisou no final da noite desta quarta-feira que “aguardará a publicação do acórdão pelo TJ para recorrer ao Superior Tribunal de Justiça”.

Bebidinha permanece preso desde dezembro de 2016. Atualmente, ele está recluso na Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ), em Charqueadas.

Argumentos da defesa não sensibilizaram o TJ

No pedido de habeas corpus de Bebidinha, e mostrado por Claudio Rodrigues Neto com exclusividade ao Repercussão em fevereiro, o advogado pontuou, principalmente, duas questões. A falta dos resultados das perícias de vozes  de interceptações telefônicas e que a operadora de telefonia informasse as linhas celulares que efetivaram conexões de rede de dados nas localizações e horários do dia 21 de novembro, a data em que Júlio sumiu.

“Passado mais de um ano da coleta da prova (perícia de vozes) ainda não houve a apresentação da referida perícia por parte do Instituto Geral de Perícias (IGP), mesmo com a insistência da Polícia Civil e do próprio juiz. Ou seja, o evidente excesso de prazo não é culpa da defesa, mas sim, representa a incapacidade do Estado, em atender minimamente o seu dever legal. Por isso, o meu cliente não pode sofrer as consequências”, frisou Neto na ocasião ao Repercussão.

Atraso no processo

Passado um ano e quatro meses da morte de Júlio César, o caso ainda pode estar longe de ter um desfecho. A lentidão do Instituto Geral de Perícias (IGP) no fornecimento das provas atrasa o processo, que já poderia ter mostrado e julgado os verdadeiros culpados pelo assassinato do jovem.

Permanecem presos André Reinheimer, o Bebidinha e Régis Adriano da Luz. Outro réu do caso, Eloir Sartori Quiestes, o “Bichinho”, que também esteve preso no início de 2017, foi solto por decisão judicial e responde em liberdade.

Na audiência, ocorrida em 11 de dezembro de 2017, Bebidinha e Régis Adriano foram trazidos de Charqueadas para o Fórum de Sapiranga. Eles acompanharam tudo o que as doze testemunhas relataram ao juiz da Vara Criminal de Sapiranga, Ricardo Petry Andrade.

A audiência foi interrompida após quatro horas e meia de duração, a pedido do advogado de Bebidinha, que pediu a conclusão das perícias.

Relembre o caso do sequestro e da morte do jovem Júlio César da Silva


21 de novembro DE 2016
Júlio é capturado na sua imobiliária, na Rua Major Bento Alves.

21 de novembro 2016 à noite
O pai de Júlio, Paulo Jair da Silva, procurou a polícia. Declarou que tentou contato com o seu filho na parte da tarde do dia 21 e um desconhecido atendeu o telefone de Júlio, passando a exigir resgate.

27 de novembro de 2016
O corpo de Júlio foi encontrado em estado já de decomposição no Loteamento Altos da Floresta, em Estância Velha.

7 de dezembro de 2016
A confirmação técnica de que era o corpo de Júlio veio neste dia, através do exame da arcada dentária.

Entre 7 e 10 de dezembro de 2016
Polícia Civil de Sapiranga monta operação para pegar criminosos. Foram presos quatro homens, sendo dois deles liberados dias após por não terem qualquer participação no crime. André Reinheimer, o “Bebidinha”, e Régis Adriano são presos e permanecem reclusos até o momento.

10 de dezembro de 2016
Júlio César da Silva é sepultado no Cemitério do bairro Oeste, em Sapiranga, sob forte comoção. Centenas de pessoas estiveram presentes.

Janeiro a abril de 2017
Eloir Quiestes, o Bichinho, também é preso. Já em abril, o mesmo é absolvido e solto.

Maio de 2017
Eloir Quiestes é recolocado como réu no caso pela Justiça.

 

 

 

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