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Entre os presos da comunidade terapêutica estão diretores e funcionários



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Sapiranga – A Polícia Civil informou que entre os 12 presos na Força-Tarefa que fechou a Comunidade Terapêutica Ferrabraz nesta segunda-feira (30), estão a presidente da Comunidade, o coordenador do estabelecimento e mais dez terapeutas que auxiliavam nas atividades do dia a dia. “Temos provas que existia um grupo de resgate que sequestrava e torturava internos, para obter dos familiares o pagamento de mensalidades, multas contratuais e vantagens  financeiras”, explica Carlos Medeiros, chefe do Setor de Investigação da Delegacia de Sapiranga.

Na operação  foi constatado que diversos internos estavam ali irregularmente, e em situação de cárcere privado. “Eles estavam internados sem consentimento e sem ordem judicial ou orientação médica” revelou Medeiros.

Guilherme Pilger


Momentos antes da chegada da força-tarefa, um dos internos, que estava bastante lesionado, foi retirado da clínica para que não houvesse prisão em flagrante ou a comprovação da materialidade da prática de tortura e maus tratos. “Tal interno continua até o presente momento desaparecido. Em averiguações foi constatado que pelo menos dois dos internos apresentavam lesões recentes, sendo que um deles, ao ser encaminhado para atendimento médico, apresentou diagnóstico de fratura nas costelas em decorrência dos maus tratos e espancamentos”, revelou Medeiros.

Ao final da Operação, três locais sob a responsabilidade da Comunidade Terapêutica foram fechados pela Prefeitura por diversas irregularidades administrativas. Além disso, também receberam autuação por irregularidades por parte do corpo de bombeiros. Doze pessoas foram presas e encaminhadas ao sistema prisional.

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