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Apuração da polícia no caso Júlio sem data para encerrar


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Em luto | Amigos e familiares ainda buscam explicações para a morte violenta do corretor de imóveis de Sapiranga

Sapiranga/Campo Bom – A Polícia Civil de Sapiranga mantém as investigações para esclarecer a morte do corretor de imóveis Júlio César da Silva, 28 anos, e as coletas de evidências seguem ocorrendo. Os agentes têm indicativos, mas ainda não possuem certeza das razões que levaram os sequestradores a executarem Júlio.



O delegado de Sapiranga, Fernando Pires Branco, disse que ainda não sabe como o pegaram. “O carro dele ficou estacionado na frente da imobiliária – localizada na Rua Major Bento Alves. Todos os contatos dos sequestradores com a família foram feitos a partir do telefone da própria vítima ainda na semana do dia 21 de novembro”, relembra o delegado.

Após a localização de um corpo em Estância Velha, a Delegacia de Sapiranga solicitou à família exames de radiografia ao dentista particular de Júlio. Tempo depois, veio a confirmação que o corpo era do jovem.

Sequestro de Júlio

Júlio César da Silva foi levado do escritório em que trabalhava na tarde de 21 de novembro. O corpo dele foi encontrado por um morador no Loteamento Altos da Floresta, em Estância Velha, dentro de um matagal. O forte odor chamou a atenção de um homem, que encontrou o corpo já em avançado estado de decomposição. O corretor, segundo a polícia, foi executado com disparos de arma de fogo. A suspeita é de que ele foi morto em outro local e deixado no município vizinho.

Polícia não acredita em cativeiro


As evidências coletadas pela Polícia Civil indicam que Júlio pode ter sido assassinado no mesmo dia do sequestro – ou seja, no dia 21 de novembro. “Acredito que o Júlio não tenha sido mantido em cativeiro. Mesmo com o Júlio morto, os indivíduos mantiveram contatos telefônicos para tentar extorquir familiares da vítima. Foi a partir deste momento que um empresário de Sapiranga procurou o pai do Júlio, com a desculpa de ajudar”, cita Branco.

Empresário procurou pai da vítima e disse que poderia intermediar

O delegado, Fernando Pires Branco, revela que um empresário de Sapiranga procurou o pai da vítima e se colocou à disposição para ajudar. “Esse empresário disse ao pai do Júlio que foi procurado pelos sequestradores e que poderia intermediar o pagamento do resgate e da libertação do Júlio. Mas, sabíamos que o Júlio estava morto. Então, demos corda a este empresário. Foram vários contatos entre ele e o pai da vítima. Em determinado momento, combinamos o pagamento do resgate para este empresário. O ponto de encontro para o pagamento seria depois do pedágio na RS-239. Acompanhamos tudo e flagramos este empresário”, revela.

Próximo a uma casa noturna em Campo Bom, a Polícia Civil de Sapiranga identificou um segundo empresário, de Campo Bom, que possui ligação na extorsão do pai da vítima.

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