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Vereadores questionam casa mortuária ao lado de escola em Nova Hartz


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Nova Hartz – A construção de uma casa mortuária na Rua Henrique Hoffmann, no bairro das Rosas, tem gerado contestações de parte dos vereadores e até de moradores que residem nas imediações. Recentemente, a vereadora Rosa Leães (PT), apresentou pedido de informação à Prefeitura. Rosa solicitou esclarecimentos sobre os aspectos que fundamentaram a construção do prédio e qual o critério da escolha do local. Outros vereadores também buscam explicações, mas o fato é que a obra foi licitada em 2017, iniciou em janeiro deste ano e o prazo de conclusão é para julho de 2018.

Procurado, o secretário de Administração e chefe de gabinete da Prefeitura, Leonel Schaefer, explicou que a construção da casa mortuária ocorre em uma área onde o município pode construir. “O projeto está bem seguro e claro que será isolado da escola. Vai ser feito muro entre a escola e a casa mortuária. As entradas dos carros fúnebres serão por lados distintos. Não são do mesmo lado. Essa precaução foi tomada na elaboração do projeto. A casa mortuária é uma das prioridades do município, sim. O prédio atual, onde as pessoas que perdem os entes queridos, ele é de frente a um barracão que tem festa, muito movimento, e o sol bate direto no caixão”, cita.



Vereadores comentam

Neiva Scherer Benkenstein , MDB
“Recebi reivindicações de pais de alunos da escola sobre as obras. O questionamento principal é os motivos da construção naquele local. Ou talvez, o por quê de não uma nova escola de educação infantil com esse recurso?”

Rosa Leães, PT
“Somos questionados pela comunidade escolar do porque não uma ampliação da escola de educação infantil. Queremos saber se existe o aval do Conselho Municipal de Educação e se a escola foi consultada. Temos que discutir o que é mais urgente.”

Juliano Borges Peres, PP
“A casa mortuária precisa ser em um lugar central. Acredito que é importante as crianças, desde cedo, se acostumarem com a morte, que faz parte da vida. Existem projetos para ampliar a escola com recurso próprio.”


Secretário diz

O secretário de Administração, Leonel Schaefer, explicou que a atual casa mortuária não oferece uma condição satisfatória. “É bem complicado. A nossa posição é que isso faz parte de uma sociedade e da vida lidar com perdas. São poucas áreas centrais que o Município tem livre para construir. Isso tem que ser no centro para ficar mais fácil para todos chegarem. Não tem como fazer isso em um bairro distante. Ouvi de alguns opositores para fazer em um bairro distante. Mas, como as pessoas vão chegar até lá”, questiona.

Para o vereador do PP, Juliano Borges Peres, não havia como construir uma casa mortuária, por exemplo junto ao Cemitério Municipal. “Não tem como fazer no cemitério e deixar largado. A casa mortuária é onde as famílias vão para se despedir dos entes queridos. O terreno era o que tinha, sem matrícula e o recurso que será usado é de parte devolvido pela Câmara e se escolheu aquela região”, cita.

Pedro Oliveira, do PSC, também ressaltou que a comunidade está cobrando explicações. “A comunidade queria a criação de mais vagas em creche”, cita. A vereadora, Rosa Leães, PT, vai na mesma linha. “Os pais estão gastando o seu salário para pagar creches particulares. Temos que discutir o que é mais urgente”, comenta.

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