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Preservação da Mata Atlântica garante diversidade e qualidade



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Região – Você sabia que a Mata Atlântica não é uma exclusividade de locais litorâneos? Ela está presente em 17 estados brasileiros, entre eles o Rio Grande do Sul. E os quatro municípios de abrangência do Jornal Repercussão contemplam ainda parte desta mata.

Contudo, nas últimas décadas esse bioma tem sofrido com constantes desmatamentos que afetam a fauna e flora local, além da própria qualidade de vida. Os Departamentos de Meio Ambiente das Prefeituras salientam que é difícil controlar e contabilizar as áreas desmatadas. Embora seja realizada a fiscalização e monitoramento, grande parte do trabalho realizado contra esse tipo de atividades vem através de denúncias. Para denunciar basta entrar em contato com a Prefeitura do seu município, no Departamento de Meio Ambiente.

A fiscal ambiental de Nova Hartz, Anderlise Scalcon ressalta as consequências da irregularidade. “O desmatamento irregular possui inúmeros aspectos negativos para todo o meio ambiente. Com a retirada da vegetação ocorre a alteração na oferta de abrigo e alimentos para a fauna local. Há também a interferência no controle do microclima e a redução significativa da infiltração de água no solo pelas raízes, contribuindo no desabastecimento do lençol freático. Ainda, o solo exposto fica sujeito às ações do tempo, que causam o empobrecimento mineral e erosões, propício à deslizamentos em locais de maior declividade”, destacou.

Gustavo Uriartt, Engenheiro Agrônomo de Araricá, falou da importância da mata original. “A regulação da temperatura é um ganho positivo na manutenção de florestas. Falo como beneficiário direto, uma vez que moro próximo da base do Morro Ferrabraz. A diferença de temperatura à noite em função da proximidade da mata, equivale a sensação de se ter um ar condicionado ligado”, comentou o engenheiro.

Biólogo avalia situação

Conforme o biólogo, Luiz Fernando Stumpf, dados computados pela Fundação S.O.S Mata Atlântica junto com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que a região, especificamente Sapiranga, registrou entre 2010 e 2016, desmatamento zero, mas por outro lado, não há como afirmar que não há desmatamento. “Não é incorreto afirmar que há casos pontuais de supressão da vegetação nos municípios, que acredito podem somar um total de até 10 hectares, não computados em 2017”, destacou.

Especialistas comentam

Bruna Fonseca, diretora do Departamento de Meio Ambiente de Sapiranga
“Através de imagens de satélite é perceptível que existem clareiras em meio a Mata Atlântica, no entanto encontram-se dificuldades para identificar o tipo de vegetação suprimida através das imagens.”

Jeferson Müller Timm, biólogo do Sema Campo Bom
“Além do desmatamento, outro problema é o aterramento de banhados, muito comum em toda a zona sul da cidade. Esta pressão sobre os remanescentes de vegetação afeta a população.”

Entenda a importância de preservar

A Mata Atlântica é rica em espécies de flora e fauna. A mata abriga 15.700 espécies de plantas, sendo que 8 mil são encontradas apenas em regiões específicas. A fauna também é bem variada. Ao todo são 2.208 espécies de vertebrados, 200 espécies de répteis; 370 espécies de anfíbios; 992 espécies de aves e 350 espécies de peixes.


As matas têm entre suas funções a purificação do ar, a proteção do solo, rios e nascentes e a regularização do clima. Porém, grande parte da Mata Atlântica já foi desmatada.

Ainda no século XVI, quando ocorreu o descobrimento do Brasil, ela abrangia uma área de 1.315.480 km2 hoje resta somente 12,5% da cobertura original. Destes, 8,5 % está em áreas acima de 100 hectares. O restante se encontra em fragmentos acima de 3 hectares.

Os números do desmatamento assustam na região. Campo Bom tem hoje, apenas 2,98% da sua mata original, logo atrás vem Araricá com 4,33%, Sapiranga ainda preserva 15,33% e Nova Hartz 15,76%, conforme levantamento de dados realizado em 2016 pela Fundação S.O.S Mata Atlântica.

Stumpf comentou ainda, que o desmatamento se dá pela colonização e Silvicultura. Para conter esse processo é necessário o controle sobre a venda das propriedades em caráter irregular e o aprimoramento do trabalho de extensão rural e da transferência da informação de técnicas de geração de renda na zona rural. O desmatamento além de mudar a paisagem também é responsável pelo surgimento de pragas e doenças ocasionadas por vírus, bactérias e outros microorganismos eucariontes (com núcleo celular).

Dimensões da mata

Araricá
153 hectares
Equivale a 8
campos de futebol

Campo Bom
180 hectares
Equivale a 10
campos de futebol

Nova Hartz
986 hectares
Equivale a 53
camposde futebol

SAPIRANGA
2.120 hectares
Equivale a 114
camposde futebol
Fonte: S.O.S Mata Atlântica

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