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Inventário do patrimônio histórico é prioridade


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Sapiranga contou, entre 1994 e 1995, com um trabalho super importante para preservação das raízes do município. Foi feito um levantamento de todos os imóveis com valor histórico para a cidade, constituindo a primeira etapa do inventário, que, posteriormente, foi registrado no Iphae – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado. Na época, segundo Ana Carolina Oliveira da Fonseca, arquiteta da prefeitura e presidente da Comissão do Patrimônio Histórico e Cultural de Sapiranga, o trabalho foi feito em conjunto entre governo do Estado, Metroplan e Município. Inicialmente, foram 84 imóveis inventariados, conforme diversos critérios, como concentração do maior número de características históricas e aqueles construídos até 1955.

A primeira etapa do inventário foi concluída, porém os donos dos imóveis não foram informados de que não poderiam destruir as construções. O tempo passou e nenhum movimento em relação ao inventário ocorreu. Consequentemente, acabou caindo no esquecimento, até mesmo dentro da prefeitura. O material foi descoberto há pouco tempo, e em 2015 uma comissão, formada por funcionários da prefeitura, e comunidade externa, com historiadores e arquitetos, foi montada para atualizar os dados coletados na década de 1990.



O processo atual já conta com fichas novas para todos os imóveis inventariados, com descrição arquitetônica e informações históricas, como dados sobre construção e proprietários. “Ainda não está finalizado porque falta muita parte histórica, os dados arquitetônicos eu mesma consigo fazer”, pontua a arquiteta. A intenção é entregar o relatório atualizado no decorrer deste ano. A presidente da Comissão também faz questão de ressaltar que não são apenas prédios em que ocorreram determinados fatos históricos que entram para o inventário, mas todos as edificações que constroem a história de Sapiranga. “O prédio em si faz parte de uma etapa da evolução do município”, pontua.

Das 84 construções, restam 36


Após iniciada a comissão, em 2015, se constatou que 48 imóveis históricos, de relevância para o município, foram destruídos nesse intervalo de tempo, em que nenhum plano ou política em prol do patrimônio foi montado.

Assim, hoje, existem 36 construções históricas na cidade, sendo que deste total, dois são os cemitérios municipais, do Centro e do Amaral Ribeiro. “Quando descobrimos isso, enviamos uma notificação para os proprietários, desses que ainda restavam, dizendo que não poderiam demolir, pois poderiam sofrer com processos, assim como o Município, que também é réu porque não fez nada para impedir”, explica Ana Carolina.
Além da atualização, a Comissão irá sugerir outras construções, que inicialmente não haviam sido consideradas, como o próprio prédio onde hoje está instalado o Museu Municipal. O secretário municipal de Planejamento, Habitação, Segurança e Mobilidade, Carlos Maurício Regla, ressaltou um exemplo próximo, o seu pub, o Original 48, cuja estrutura interna foi alterada, mas com acompanhamento. “Era um trabalho minucioso e que tem que ser feito por técnicos”, pontua. Ele ainda ressalta que tombar um imóvel não quer dizer não poder fazer mais nada. Apenas que é preciso maior cuidado. “Tenho certeza que a população de Sapiranga possui a consciência de que não podemos perder nossa história”, finaliza.

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