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Hospital Lauro Reus esclarece caso do vídeo em que pai reclama do serviço


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Campo Bom – Era por volta das 6 horas do domingo (15), quando o campo-bonense, Fábio Luciano Rocha, e a sua filha, de 10 anos, buscaram atendimento pediátrico no Hospital Dr. Lauro Reus. Após entrar no processo de classificação de risco, a filha de Flávio foi classificada como azul, ou seja, o caso não era urgente e a espera – conforme classificação de risco reconhecida internacionalmente – poderia ocorrer em até 240 minutos.

Inconformado com a demora no atendimento – associado a uma explicação de que não haveria médico pediatra disponível naquele momento por ser um momento de troca de turno – o pai da criança gravou um vídeo na internet cobrando um melhor atendimento. Horas depois, a postagem ganhou grande repercussão e começou a ser compartilhada entre milhares de campo-bonenses. Na Câmara de Vereadores, na segunda-feira (16), o fato foi colocado no centro dos discursos do vereador, Jair Wingert (PP) e da vereadora, Sandra Orth (PSDB). “Têm famílias nessa situação calamitosa procurando por atendimento e não é isso que a comunidade merece. Esse caso tem que ser repensado, analisado, verificado e tomado as devidas providências”, disse a vereadora.



Jair wingert vai além

Jair Wingert (PP) foi além em seu discurso. “Isso precisa ser averiguado e o gestor, responsável pela saúde do município é o prefeito. Pergunto porque não tem pediatra no P.A. E, se tem, porque não atendeu essa criança. É preciso verificar essa situação. O pai desesperado foi muito calmo. Eu teria chutado o pau da barraca. Eu teria registrado uma ocorrência. E porque nesse interim de uma hora a criança não foi atendida. É necessário resposta para esses questionamentos. A saúde em Campo Bom está a cada dia pior. Faltam medicamentos nos postos, mal atendimento no P.A, já recebemos denúncias e isso precisa ser esclarecido. Esse caso da criança não pode ficar assim”, disse Jair.

Hospital esclarece episódio


O Jornal Repercussão entrou em contato com o Hospital, que enviou extensa resposta. Por questões de espaço, o contraponto será resumido. Veja a seguir.

“Informamos que não houve falta de pediatra. Temos esse profissional, que faz plantão presencial durante 24 horas, todos os dias. Além dos atendimentos na emergência, ele é responsável também pela Sala de Parto, no Centro Obstétrico do Hospital. Não aconteceu nada de errado no atendimento dessa paciente, pelo contrário, pelo protocolo da classificação de risco dos atendimentos em emergências, o atendimento classificado como azul, que foi o caso da referida paciente, o tempo estimado de espera é de 240 minutos, e essa criança, foi atendida e liberada em 41 minutos. Na troca de turnos, temos dois profissionais. A troca de plantão consiste num momento muito importante para os profissionais médicos, tanto para o que está saindo, para o que está entrando. O Hospital é referência para os atendimentos de urgência e emergência e muito bem servido de UBSs e o Pronto Atendimento. Porém cada vez mais a população recorre à emergência do Hospital, sendo que, não negamos o atendimento, porém pode acontecer situações de espera longa quando o caso não caracterizar uma emergência. Temos discutido com frequência com a Secretaria Municipal de Saúde e também já foi discussão no Conselho Municipal de Saúde, sobre a super lotação da Emergência do Hospital e a necessidade de que a população seja informada e orientada corretamente. Salientamos que a criança chegou às 6h20, e às 6h30 passou pela triagem com a enfermagem. Às 7h31 foi atendida, recebeu prescrição de medicamento e foi liberada”.

Fotografia: Sabrina Strack

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