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Corinha anunciará obras na festa de aniversário


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Sapiranga – Em 2018, a prefeita, Corinha Molling, entrou no sexto ano à frente da prefeitura. De 2013 para cá, entre as principais marcas da sua administração, está o controle das contas públicas, o enxugamento da máquina administrativa com a redução de secretarias, e claro, o asfaltamento de mais de 60 quilômetros de ruas em diversos bairros sapiranguenses. Muitas destas intervenções foram possíveis, principalmente, pelo sucesso na apresentação dos projetos, através da Secretaria de Planejamento, e pela competência da equipe de engenheiros e arquitetos. Mas, também, pelo fato de muitos dos projetos de asfaltamento contarem com a necessidade do pagamento de contrapartidas. E com as contas no azul, foi possível honrar com estes e outros pagamentos. Tradicionalmente, ao longo dos últimos cinco anos, a prefeita Corinha Molling tem aberto as portas de seu gabinete e conversado com o Jornal Repercussão. Nesta entrevista, mais uma vez, não deixou de valorizar a seriedade que a Secretaria da Fazenda adota no controle das finanças públicas. “Estamos com as contas no azul. Nada de soberba e tudo é feito de forma comedida”, esclarece Corinha.

Entrevista Corinha Molling prefeita de Sapiranga



Jornal Repercussão – O seu governo é reconhecido por levar asfalto para diferentes bairros. O que os moradores podem esperar para os próximos três anos?
Corinha Molling – Neste ano, várias ruas serão asfaltadas, são muitas. Estamos concluindo ajustes, mas devem ser cinco pacotes e cada pacote como se fosse abrir um leque. Mas, não gostamos de divulgar os locais sem o ok da Caixa. Providenciamos o trabalho de topografia, que foi corrigido pelo banco o que não estava de acordo. Refizemos e mandamos de volta. Aprendemos a trabalhar conforme as normas da Caixa. Por se tratar de verba federal, temos que aguardar as liberações e se realmente haverá disponibilização do recurso. Não gostamos de dizer que vamos fazer tal e tal rua. Gostamos de falar a verdade à população. Quando se fala em asfalto, a maioria das pessoas ficam felizes. Tira o pó e o barro, é melhor para cadeirante e para quem leva o filho de bicicleta para escola. A Prefeitura está empenhada e contemplará alguns bairros. Na abertura da festa de aniversário da cidade, vamos divulgar detalhes e o que estamos projetando para 2018.

Jornal Repercussão – O Morro Ferrabraz é símbolo de Sapiranga. De que forma a Prefeitura pretende reconhecer a importância do Morro e do voo livre para os praticantes do esporte e para a população?
Corinha Molling – Temos a consciência deste tema. Mas, posso adiantar que estamos negociando com a família proprietária do campo de pouso – na Estrada do Carlão – a compra da área do campo de pouso. A Secretária da Fazenda está à frente das negociações com a família. Vamos comprar a área. Avançamos nas negociações e chegamos nas tratativas sobre a forma de pagamento. Claro, não temos dinheiro à vista. Por outro lado, o Morro Ferrabraz (Corinha se refere ao campo de decolagem) é outra história. Precisamos melhorar o local. Através da nossa turismóloga estamos buscando uma verba federal para qualificar o Morro em conjunto com a Associação de Voo Livre. Não tem como ser diferente. A AGVL está se organizando e o regramento do acesso através da cancela é um primeiro passo. Estamos na finalização da parte burocrática.

Jornal Repercussão – A área da educação é importante em qualquer governo. Quais ações que a prefeita destaca neste momento?
Corinha Molling – Recentemente, fizemos a entrega dos kits de materiais escolares para as crianças mais necessitadas. No aspecto das vagas, compramos todas as vagas disponíveis na área de educação infantil nas escolas privadas. É um avanço importante. No bairro Centenário, estamos com a obra bem encaminhada e com as paredes erguidas. Vamos começar a construção da nova escola da Dr. Décio em 2019, pois não temos dinheiro para tudo. Dependemos muito do governo federal. Além disso, estamos em tratativas com uma escola do Estado. Através de uma parceria com o Estado, uma das escolas estaduais de Sapiranga possui seis salas vagas e que podem atender mais crianças. Nós fornecemos o professor e esta é uma possibilidade muito vantajosa.

Jornal Repercussão – Como estão as contas públicas? Qual a real situação da Prefeitura?
Corinha Molling – Estamos no azul, mas nada de soberba. Tudo é comedido. Todas as festas da cidade terão custo menor em 2018. As pessoas têm o direito de se divertirem, mas como gestora tenho responsabilidade de pagar os funcionários em dia, não deixar faltar uma merenda de qualidade nas escolas, não deixar faltar nada do que é necessário para que a escola tenha tudo que precisa ter para oferecer aos seus alunos e professores. Na saúde não pode faltar remédios, ou por exemplo, tirinha para medir a glicose de quem necessita. Na minha cabeça como gestora é fundamental e tem que ter tudo isso. Temos que ter em mente a necessidade de cuidar bem do dinheiro público. Como gestora, quero que tudo seja no seu tempo. Tenho orgulho de atravessar esses quatro anos de crise, mas Sapiranga nunca deixou de pagar em dia, nem o fornecedor e nem o servidor. Posso não ter investido em uma praça ou aparelho de ginástica, mas não faltou dinheiro para o essencial. No fim de 2017, pagamos o abono, que é uma consequência do cuidado que possuímos com a verba pública durante todo o ano. Investimos percentuais expressivos na educação e na saúde. Nosso pessoal da Fazenda é muito responsável. Não estamos nadando em berço esplêndido.


Jornal Repercussão – Sapiranga cresce e a Prefeitura necessita manter a cidade em ordem, com ruas em bom estado e serviços funcionando. O que a prefeita pede aos secretários e funcionários?
Corinha Molling – Os secretários e os servidores trabalham muito e com amor e carinho, pois amam a cidade e o que estão fazendo. A cidade é grande e a equipe é pouca. São poucas as pessoas que entendem de determinado tipo de serviço. Por exemplo, lançamos várias vezes edital para calceteiro, mas ninguém apareceu. Os que sabem estão empregados e não querem sair. E como as empreiteiras têm bastante serviço, também não possuem interesse e isso é uma preocupação nossa. Teríamos que ter mais uma equipe para calçadas, que pudessem praticamente trocar tudo que é cano em toda a cidade. Existem canos de 40 e 50 anos. Mas, não conseguimos fazer tudo. A cidade é grande. Mas, o empenho é enorme. A equipe de limpeza, dobramos o número de pessoas de quando assumi para hoje. Mesmo assim, quando está terminando um lado da cidade, o outro lado está gritando. Não temos condições financeiras para contratar mais gente. Os recursos não são suficientes. A nossa taxa do lixo temos dois milhões de déficit. E por isso temos que poupar. Por isso, às vezes, temos que encolher para não faltar. Nosso pessoal da fazenda é muito responsável. Quando comecei a gestão, em 2013, tínhamos dois contadores, agora dobrou o número. A prefeitura é como uma empresa e podemos comparar que as maiores empresas das cidades são as prefeituras.

Jornal Repercussão – Municípios vizinhos se movimentam para atrair novos negócios. Como a Prefeitura de Sapiranga analisa o aspecto da atração de novas empresas a manutenção das que estão aqui?
Corinha Molling – Tenho recebido empresários e sempre há empreendedores marcando agenda. Acolhemos com muito amor e carinho quem é de fora, mas não nos descuidamos de quem é daqui e gera emprego, renda para as famílias. Tem que cuidar bem de quem está e apostou na cidade e investe aqui. Mas, tenho percebido que existe uma exploração em cima disso. Fazem muito leilão. As empresas nos procuram muito. Sapiranga tem fama de bom pagador, o que promete cumpre, com os dois pés no chão. Se não dá para fazer, a gente prefere perder a empresa do que dar a palavra e depois perder a empresa. Levo muito em consideração e escuto o que a secretária da Fazenda diz que dá para fazer ou não.

Jornal Repercussão – Recentemente, publicamos uma reportagem onde foi mostrado a dificuldade para concluir o posto de saúde João Goulart. Qual o futuro desta ação?
Corinha Molling – O Ministério da Saúde estava depositando o recurso em uma conta encerrada. O dinheiro vai ser liberado e a obra vai ser retomada em breve.

Jornal Repercussão – Deixe uma mensagem final para a população sapiranguense.
Corinha Molling – Tenho orgulho de ser prefeita de Sapiranga e de ser reeleita. É sinônimo de que as pessoas acreditaram e confiaram em nosso trabalho. Tenho orgulho imenso de cumprir as obrigações patronais, folha em dia, escolas em bom estado, postos de saúde em bom estado. Existem coisas para serem feitas é claro. Na parte dos asfaltos, o deputado Renato tem ajudado muito. Temos uma agricultura forte e me orgulha muito. Nunca foi investido tanto na agricultura. Na área rural, providenciamos poços artesianos, mas temos que avançar em outras localidades. Instalamos brinquedos em alguns bairros, estamos fazendo a Praça da Cassiano Ricardo. O Parcão passa por uma profunda reformulação e vamos fazer um cachorródromo, e mais uma pista multiesportiva e temos que avançar um pouco mais. O novo edital dos ônibus queria que tivesse saído. Queria ter entregue isso em 2015 e não deu. Lançamos edital e não apareceu interessado. Para o mês de março a intenção é colocar em março na rua. Vai ter linha uma vez por semana do Morro para o Centro. Também por outros lugares que as pessoas tem reclamado. Não tem como as empresas passarem em todos os lugares. E ainda não consegui reformular os dois ginásios do jeito que eu queria.

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