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Combate ao alcoolismo encontra apoio no A.A de Sapiranga



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Sapiranga – O tema pode ser pouco abordado, mas milhares de pessoas sofrem de uma doença chamada alcoolismo. Talvez muitos acreditem que o alcoolismo não seja doença e, sim, só um vício que quando a pessoa quiser ela para, mas quem um dia já foi alcoólatra e hoje busca se tratar admite que sim, o alcoolismo é uma doença.

Muitas vezes a bebida é só a ponta de um iceberg que pode ser chamado de depressão, problemas familiares, perdas. Em Sapiranga, há o grupo do Alcoólicos Anônimos (A.A.) que ajuda a tratar pessoas através de conversas, estudos e leituras.

Para um dos integrantes do grupo, é muito difícil aceitar que está doente. “Enquanto todos dizem que você é um alcoólatra você acredita que está bem, que quando quiser para, mas isso só vai mudar quando você admitir que está doente e que precisa de ajuda”, destacou.

Integrantes do grupo não costumam se identificar, mas o Companheiro W., como quer ser chamado, aceitou contar a sua história para o Jornal Repercussão.

Participante do a.a. conta sua história

O Companheiro W. tinha o hábito de beber desde os 12 anos de idade, foi internado por diversas vezes, tinha o apoio da família, mas por mais que ele quisesse parar, ele não conseguia. Isso fazia com que ele, e toda a sua família, sofressem.

Ele decidiu buscar uma vida nova depois de um dia em que sua mulher se atrasou para trabalhar. Quando chegou, ela foi questionada sobre o motivo do atraso e contou que o seu marido bebia e que ela havia passado a noite em claro. Foi quando indicaram o A.A.

W. participou da primeira reunião em setembro de 1989, mas esperava encontrar no grupo remédio para a sua doença. Participantes do grupo pediram que ele tentasse, por três meses, ficar longe da bebida e continuar frequentando o grupo. Companheiro W. aceitou o desafio, afinal ele já havia tentado internações em clínicas. Mas, após dois dias ele já estava bebendo novamente. W. sabia que estava na hora de procurar ajuda, pois quando chegou no A.A., não conseguia mais nem caminhar, chegou carregado pela esposa.


Para ele, o mais difícil é aceitar que realmente tem uma doença. O bom é poder voltar a contar com a confiança da família, de que quando tiver em mãos dinheiro para pagar uma conta, por exemplo, não irá gastar no bar.
W. comentou que ele busca não provocar a sua doença e sempre ajuda aqueles que precisam.

Como saber se precisa de ajuda

Para iniciar o tratamento é necessário se questionar sobre algumas atitudes como: já tentou parar de beber por uma semana (ou mais) sem sucesso? Fica irritado quando alguém questiona sobre o seu consumo de álcool ou o tenta fazer parar? Já consumiu bebida ou sentiu necessidade de beber bebida alcoólica pela manhã nos últimos meses? A bebida alcoólica já criou problemas no seu lar?

Ao todo são doze questões que fazem cada pessoa refletir sobre como o álcool pode afetar a sua vida. As questões podem ser buscadas no site http://www.alcoolicosanonimos.org.br/a-a-e-para-voce.

Saiba como participar

O grupo de Alcoólicos Anônimos (A.A.) de Sapiranga promove reuniões todos os dias, das 19 às 21 horas. Contudo, de segunda a sexta-feira as reuniões são voltadas a membros e pessoas que acreditam que possam ter problemas com o alcoolismo. Já nos sábados e domingos as reuniões são abertas a todos que queiram participar e conhecer o trabalho, indiferente se a pessoa tem problemas com a bebida, tem familiares alcoólatras ou simplesmente quer conhecer o trabalho desenvolvido.A sede do A.A. fica na Avenida 20 de setembro, 2907, Centro – fundos da Brigada Militar de Sapiranga.

O grupo é formado para conversar, contar como foi o dia. Não há encaminhamentos médicos. Muitas vezes são sugeridas leituras e os 12 passos para poder tratar e reformular a vida. Um dos integrantes comentou que este trabalho realizado pelo A.A. busca reestruturar a vida de cada um. Para ele, o A.A. oferece condições para se ter uma vida realmente digna, podendo cada um ver os seus defeitos e entender o que lhe incomoda e o que pode incomodar os outros. É importante salientar que o vício pela bebida alcoólica não escolhe idade, profissão e classe social.

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