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Cetrisa, em Sapiranga, recebe investimentos e qualificação



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Sapiranga – Um dos setores mais delicados da Administração Pública é a coleta do lixo. O serviço, normalmente terceirizado, envolve um alto volume financeiro e força as prefeituras e contratarem empresas para desenvolver o serviço. Em Sapiranga, não é diferente, e para dar conta das 47 toneladas de resíduos coletadas por dia, são mobilizados sete caminhões – quatro para a coleta dos resíduos orgânicos e três para a coleta seletiva. Após toda a coleta efetuada pelos garis, o material é levado até a Cetrisa – Central de Triagem e Compostagem de Resíduos Sólidos, no bairro São Luiz.

É na Cetrisa que a Cooperativa Recicooper, promove a triagem dos materiais possíveis de reciclar. Devido aos resíduos não serem separados adequadamente, o índice de reciclagem em Sapiranga é de apenas 8%. Com isso, conforme informações do departamento de Meio Ambiente, por volta de 1.100 toneladas ao mês são transportadas para a Companhia Riogrande de Valorização de Resíduos (CRVR), onde são depositadas no aterro sanitário existente, no município vizinho de São Leopoldo.

Guilherme Pilger

Esse transporte para destinação final dos resíduos é feito através de um contrato e que custa aos cofres públicos R$ 120.000,00 mensais. Porém, este valor poderia ser menor se a população realizasse a separação adequada do resíduo seco e orgânico. Porém, sem uma consciência ambiental da população, estes volumes e valores gastos tendem a aumentar.

Compostagem é opção

Para a Diretoria de Meio Ambiente, o ideal é que a população adote a compostagem dos resíduos orgânicos (restos de alimentos, frutas e de vegetação, entre outros materiais) como prática cotidiana, e que pode ser feita em pequenos espaços no próprio local de moradia dos cidadãos.

No entendimento da Diretoria de Meio Ambiente, a ampliação da campanha de separação de resíduos, além da colaboração da população nesta prática, resultaria em uma operação de resíduos mais qualificada pelos cooperados da Central de Triagem (Cetrisa), e consequentemente, reduzindo os gastos com o transbordo – que é o envio até o aterro sanitário, em São Leopoldo.


Atualmente, a Prefeitura de Sapiranga, paga mensalmente para a empresa Onze, R$ 226.896,55 para a coleta dos resíduos. Por outro lado, o Município cobra através do IPTU a taxa de lixo. Essa taxa resulta na arrecadação anual de R$ 1.892.681,95 (valor de 2017).Porém, anualmente, o município gasta R$ 4.162.758,60, com coleta, transbordo e destino final dos resíduos.

Prefeitura promove melhorias na cetrisa

Atualmente, a Prefeitura de Sapiranga executa a reforma do galpão de triagem, pavimentação asfáltica e melhorias na operação de resíduos junto à Cetrisa. A Diretoria de Meio Ambiente informou que a conclusão da qualificação está prevista para junho e que os demais pavilhões serão desativados a partir deste momento, para futuras adequações. Junto à Cetrisa opera a Cooperativa Recicooper, que recebe da Administração R$ 26,900,05 mensais para operacionalizar todo o processo de reciclagem e manutenção das esteiras e equipamentos existentes na Cetrisa.

Secretário avalia intervenções

O secretário de Planejamento, Habitação, Segurança e Mobilidade, Carlos Maurício Regla, contextualiza a necessidade de reforma no galpão de triagem da Prefeitura. “Estamos reformulando o galpão de baixo para a triagem ser feita lá, com melhores condições para os funcionários e cooperados. O prédio está sendo adaptado para colocar as esteiras que estavam no galpão antigo. Para adequar e ficar dentro dos padrões, precisamos deixar neste galpão que passa por melhorias. Com isso, mudaremos o espaço da triagem dos cooperados. A obra está em andamento e estamos ainda promovendo a impermeabilização do solo com pavimentação asfáltica. Assim, o lixo não atingirá o solo”, destaca Regla.

Com a melhora estrutural no prédio da Cetrisa, a Prefeitura oportunizará melhores condições de trabalho aos cooperados, mas não fica apenas nisso. “Também teremos condições de aumentar a nossa triagem. Fizemos uma reunião com os cooperados na Cetrisa e expliquei que precisam cuidar do recurso repassado para a Recicooper. Este dinheiro é para manutenção dos equipamentos, não é simplesmente para distribuir entre os cooperados este valor. Com o valor, é preciso dar manutenção aos equipamentos”, alertou Regla. Para efetuar a reforma do pavilhão e a impermeabilização do solo a Prefeitura investiu cerca de R$ 163.000,00 no local. “Assim como melhoramos uma creche e um posto de saúde, a gente também tem que dar condições de trabalho para o pessoal da Cetrisa”, destaca o secretário.

Fotografia: Divulgação

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