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Campo Bom registra alta em casos de sífilis entre municípios



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Região – O Brasil se encontra em alerta com o aumento constante nos casos de sífilis. Entre 2010 e junho de 2017 a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde registrou 342.531 casos de sífilis no Brasil. Ainda, conforme dados do Ministério da Saúde, até 2016, o Rio Grande do Sul liderava o ranking de casos de sífilis na populção em geral, em gestantes e congênita. Porto Alegre era a 5ª capital do país com mais casos registrados.

Na região de abrangência do Jornal Repercussão, Campo Bom foi o primeiro município a decretar situação de alerta para o aumento dos casos. Em 2017 foram 60 pessoas diagnosticadas com sífilis, sendo que destes, 21 casos foi em gestantes e 7 congênita. Somente entre janeiro e fevereiro de 2018 já foram confirmados 62 casos, sendo 13 de sífilis em gestante e 2 de sífilis congênita.

Em Sapiranga, foram 111 casos no geral em 2017. Mais 19 casos em gestantes e 3 de sífilis congênita. Entre janeiro e fevereiro foram 20 casos gerais e 3 casos em gestantes. Já em Nova Hartz, em 2017, foram 20 casos de sífilis na população em geral e 5 casos em gestantes. Entre janeiro e fevereiro deste ano foram 5 casos no geral e 1 em gestante.

A principal forma de prevenção da sífilis, assim como de outras DSTs e gravidez indesejada, é utilizar preservativo durante as relações sexuais.

Conheça a doença que pode até matar

A sífilis é uma das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Ela é causada por uma bactéria que pode ser transmitida por meio das relações sexuais desprotegidas, contato com sangue contaminado e da mãe para o filho em qualquer fase da gestação ou no momento do parto (sífilis congênita).

A DST se apresenta em três estágios. Sífilis primária – pequenas feridas nos órgãos genitais (cancro duro) que desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes; gânglios aumentados e ínguas na região das virilhas; sífilis secundária – manchas vermelhas na pele, na mucosa da boca, nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, dor de cabeça, mal-estar, inapetência, linfonodos espalhados pelo corpo, manifestações que também podem regredir sem tratamento, embora a doença continue ativa no organismo; e sífilis terciária – que compromete o sistema nervoso central, o sistema cardiovascular com inflamação da aorta, lesões na pele e nos ossos. A doença tem tratamento e cura. O método normalmente é realizado com penicilina.


Costumeiramente é solicitado que o(a) parceiro(a) da pessoa que foi detectada com sífilis também faça o tratamento, pois, caso contrário, a pessoa pode voltar a contrair a bactéria. Além disso, é indicado que durante o tratamento a pessoa se abstenha de relações sexuais ou utilize preservativos.

Prevenção da sífilis na região

É possível diagnosticar a doença muito antes da aparição dos primeiros sintomas. Os municípios de Campo Bom, Nova Hartz e Sapiranga oferecem gratuitamente o serviço de teste rápido para Sífilis, HIV/Aids e outras DSTs, como Hepatites B e C nas Unidades Básicas de Saúde. Além destes locais, em Nova Hartz, a comunidade tem acesso ao teste na Vigilância Epistemológica.

Em Sapiranga, a Secretaria de Saúde (SMS) disponibiliza também testes rápidos em empresas de pequeno e grande porte. “A SMS tem disponibilizado testes rápidos também nas empresas através de uma equipe capacitada, a qual se desloca até a empresa de pequeno ou grande porte, com uma ambulância adaptada. Para quem tiver interesse, deve entrar em contato com a SMS, através do telefone 3959-1015”, ressaltou Daniele Rocha, responsável pela Vigilância Epidemiológica do Município.

É importante que mulheres antes de engravidar façam o teste ou que os exames de pré-natal sejam realizados logo no início da gravidez, como forma de evitar o contágio do feto. A sífilis congênita causa uma série de complicações para a mãe e para o feto, entre elas, a má formação e até mesmo o aborto.

Texto: Bruna Bertoldi

Criação de Sites Porto Alegre

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