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Campo Bom institui Gabinete de Gestão Integrada e indicação política prevalece em detrimento da técnica


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Campo Bom – Esta semana, na Câmara de Vereadores de Campo Bom, projeto de lei enviado pelo prefeito, Luciano Orsi, foi aprovado por unanimidade. A proposta trata sobre a criação do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGI-M). A medida segue orientação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), do Governo Federal, para que as políticas municipais na área contem com articulação entre diferentes esferas promotoras na segurança (Ministério Público, juízes de direito, Polícia Civil, Brigada Militar, Consepro e sociedade civil). Com a criação do GGI-M, a Prefeitura renomeou um cargo e criou a figura do assessor especial de segurança para contribuir com a formatação de um plano de trabalho e ações que aumentem a sensação de segurança à população.

O salário do assessor especial de segurança é de R$ 5.730,98 mensais. Ou seja, em um ano (até maio de 2019), serão utilizados R$ 68.771,76, somente no pagamento deste assessor. Como o governo do prefeito, Luciano Orsi, ainda possui mais 31 meses até o fim do seu mandato, a Prefeitura utilizará R$ 177.660,38 de recursos públicos somente no pagamento de salários deste assessor. Outro detalhe é que, em campanha, o prefeito disse que privilegiaria cargos técnicos e não políticos. Para este cargo, a experiência exigida é de Ensino Fundamental. Outro detalhe: se sustenta que com a criação do GGI-M, será possível ampliar a busca por recursos. Porém, a Prefeitura já conta com uma servidora encarregada pela área de captação e esta servidora poderia ser o elo de ligação entre órgãos de segurança, órgãos federais e entidades.



O tema da segurança pública é extremamente relevante, importante e toda a atenção direcionada para a área ainda é pouca. Porém, Campo Bom ganharia mais se esse valor de R$ 177.660,38 fosse direcionado para a implantação de mais câmeras de monitoramento ou se fosse pago auxílio-moradia para policiais militares, via Consepro, para que venham atuar no policiamento comunitário em Campo Bom. É preciso colocar na ponta do lápis, se realmente, valerá a pena dispender tamanho volume financeiro nesta área. Ainda mais, em um momento em que a economia recém demonstra a retomada no crescimento. Verdade tem que ser dita. Caso a estrutura administrativa do GGI-M conseguir emplacar a captação de um recurso no Governo Federal para Campo Bom, o custo futuramente poderá ser quitado. Agora, se no transcorrer do primeiro ano o resultado não aparecer, a cobrança virá. E de forma veemente!


GGI-M pela região

Em Sapiranga, o GGI-M possui normativa em vigência, mas não ocorrem encontros rotineiros. Informações repassadas ao Repercussão indicam que a reestruturação do GGI-M depende da nomeação de um novo responsável, o que ainda não tem data para ocorrer. Em Nova Hartz, o secretário de Administração, Leonel Schaefer, revelou que o Município, recentemente, promoveu alterações na lei, e agora, membros da Administração trabalham na nomeação do GGI-M em Nova Hartz. Detalhe: sem o GGI-M, Nova Hartz, através da articulação da Prefeitura com empresários, promoveu a instalação de 12 câmeras de videomonitoramento, através de uma parceria público-privada. Custo estimado ficou abaixo dos R$ 90 mil reais. Informação vem do próprio 32º BPM, de Sapiranga.

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