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Água da chuva para irrigação no CEMEAM



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Sapiranga – Uma das maiores preocupações, hoje, é com a água, principalmente em grandes períodos de seca. Neste ano, vários municípios da Campanha sofreram com a falta de chuva e os baixos índices nos reservatórios. Em Bagé, o racionamento de água iniciou em fevereiro, quando a cidade foi dividida em duas regiões, onde cada uma tem somente 12 horas de água por dia. Contudo, com algumas pequenas mudanças em nosso dia a dia podemos diminuir os impactos causados pela falta de água. O uso de cisternas é simples e pode trazer diversos benefícios, tanto ambientais, quanto econômicos.

Em Sapiranga, o Centro Municipal de Estudos Ambientais (CEMEAM) vem realizando, desde 2005, o sistema de captação de água da chuva, com uso de cisternas. O Centro foi inaugurado em dezembro de 2004, e desde 2005 conta com uma caixa d’água de 5 mil litros para a captação. Hoje, o sistema contempla duas caixas de 5 mil litros e uma de 3 mil litros. A intenção é ainda aumentar, em no mínimo mais 10 mil litros.

Conforme a diretora do Centro Ambiental, Fabiana Haubert, o próprio projeto arquitetônico do local já foi pensado e executado para facilitar a implementação do sistema. As cisternas são simples, através de canos PVC ligados às caixas d’água é captada a água da chuva. Depois de armazenada, a água é utilizada para irrigação de canteiros, hortas, estufas e viveiros. Fabiana alerta que é necessário manter as caixas bem vedadas para não criar mosquitos.

13 mil litros permitem a irrigação por cerca de 15 dias. “Se conseguíssemos dobrar a quantidade captada hoje, provavelmente teríamos autonomia para um mês, sem a reposição nos reservatórios”, ressaltou o biólogo e professor do CEMEAM, Antoninho Portilho.

Utilização correta das cisternas


Um dos maiores empecilhos para a expansão do sistema no CEMEAM está nos investimentos financeiros. As três caixas já instaladas e mais uma recebida em 2017 – que comporta mil litros – foram todas doadas, normalmente por escolas que têm suas caixas d’água trocadas. “Uma dessas caixas estava com um pequeno trinco na parte superior, nós a consertamos e passamos a utilizá-la”, explica a diretora Fabiana. O Centro Ambiental recebe doações de caixas d’água, canos (em especial de 20 e 25 mm), madeiras, todos em bom estado de uso e conservação. Com a implementação do sistema de irrigação através das cisternas os funcionários não precisam pausar o que estiverem fazendo para molharem as plantas. Com a doação de mais canos seria possível melhorar e ampliar o sistema de irrigação.

Para a implementação do sistema de cisternas são necessários alguns cuidados, como saber para qual fim você está armazenando aquela água. Se for para molhar canteiros, lavar calçadas ou limpeza da casa, não é necessário nenhum tipo de tratamento. Se a pessoa quiser implementar o sistema para descarga do banheiro terá que fazer uma instalação específica. No caso de uma nova construção de casa ou edifício, a instalação das cisternas aumenta o custo final entre 3 e 5%. Porém, o investimento terá retorno entre 1 e 2 anos, uma vez que os custos com água e luz irão diminuir. Quem quiser saber mais sobre o sistema ou ainda conhecê-lo de perto, pode entrar em contato com o Centro Municipal de Estudos Ambientais e marcar um horário para conhecer o local , acompanhado por profissionais que irão explicar todo o processo. O atendimento pode ser tanto individual quanto em grupo. Fone (51) 3959-1007.

Texto e fotografia: Bruna Bertoldi

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