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Campo-bonense Emeli Schaffer brilha na França


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Campo Bom – Desde 2007 jogando vôlei profissional na Europa, a campo-bonense Emeli Nespoulous Schaffer, 32 anos, é exemplo de determinação, fé e amor pelo que faz. Ela conversou com o Jornal Repercussão e relembrou, com muita alegria, toda a sua trajetória no esporte.

Emeli contou que sempre gostou de esporte. Aos 8 anos já jogava tênis e na escola era a mais empolgada com educação física. “Jogava futebol, handball, vôlei, era metida em tudo”, lembra ela, que também recorda das Olimpíadas de Campo Bom, que, na época, eram super concorridas entre as escolas. “Era uma época bem legal”, resume.



O gosto maior pelo vôlei se revelou ainda na infância. “O vôlei começou mesmo na praia, com minha prima. A gente veraneava juntas. Tinha uma bola de vôlei e ficava ali fazendo toque e manchete, contando quanto a gente conseguia, sempre tentando fazer mais. Acho que aquilo ali já foi quando comecei a curtir”, conta.

Início de tudo foi na Ginástica

A primeira peneira da qual participou, aos 13 anos, foi na Ginástica de Novo Hamburgo, a convite do tio, que levaria a prima, Pâmela, para participar. O treino, organizado pelo técnico Juca Klein, foi onde ocorreu sua primeira seleção. “O Juca me pegou a parte e falou que ia me ensinar a jogar, porque eu parecia um bezerro desmamado, toda descoordenada. Devo tudo a ele, grande Juca”, relembra Emeli.

Depois deste início, as habilidades desenvolveram e a carreira deslanchou. Emeli permaneceu na Ginástica por seis anos. Ela fez parte da ascensão da equipe, quando em seu último ano, foram campeãs gaúchas de vôlei. “Fomos desde a humilhação de perder de 15×1, 15×0, até o topo do pódio, foi muito legal. E foi nesse meio tempo que fui convocada para a seleção gaúcha”, relembra a atleta.

Em 2002, quando participou do Campeonato Brasileiro, Emeli recebeu proposta para fazer testes em equipes de São Paulo. Ela passou nas peneiras de Suzano e de Pinheiros. “Eu era da categoria infanto na época e acabei ficando na equipe de Suzano, onde joguei em três categorias, infanto, juvenil e adulto”, conta, lembrando da convocação para a Seleção Brasileira, em 2003. “No mesmo ano que fui para São Paulo, para o campeonato, recebi um convite para participar da seletiva da Seleção”, lembra Emeli.

Início da carreira no exterior

Em 2005, primeiro ano na categoria adulta, ela passou a atuar pela equipe de Santos, onde jogou o Campeonato Paulista e Superliga B. Foi nesse período que a campo-bonense começou a se interessar por jogar fora do país. “Eu adoro viajar, queria explorar um pouco”, declara. Ela entrou então em contato com um técnico que conhecia um empresário atuante na Suíça. A partir disso, Emeli organizou sua ida para a Europa e o primeiro país em que surgiu oportunidade foi a própria Suíça. Foi nesse ínterim, enquanto aguardava os trâmites e início do campeonato na Europa, que Emeli realizou mais um sonho, trabalhou como modelo durante 10 meses em São Paulo. Ela chegou na Suíça em 2007 para uma temporada de apenas três meses. “Eles gostaram de mim e eu fiquei mais dois anos no clube de Geneve, jogando a segunda divisão”. Emeli ainda foi para a Suíça Alemã, na equipe de Dudingen, totalizando seis anos e meio no país. Quando decidiu que queria partir para outro desafio, foi da França que veio a primeira proposta. “Eu sabia francês, eu queria e fui, cheguei na França em 2011”, conta Emeli. “O máximo que cheguei na minha carreira foi ter jogado o campeonato europeu, numa equipe bem boa que chama Evreux”, conta a atleta, que ficou durante uma temporada no time.


Lado família

Após a saída do Evreux, ela seguiu na França, jogando em outras equipes, até que em 2016, aos 31 anos, decidiu parar para engravidar. Sua filha, Thayla, nasceu em 2017. Hoje, ela ajuda sua antiga equipe francesa, na cidade de Albi, a se reestruturar. Enquanto jogava, o clube faliu. Emeli foi convidada para remontar o time e ensinar vôlei às crianças e adolescentes. Agora, com a filha já com 5 meses, ela voltou a ativa e joga a terceira divisão. Emeli sempre atuou como atacante, mas retorna com um desafio. “Temos três anos para chegar num alto nível, quando sonho em retomar o mundo profissional, mas daí como levantadora”, conta.

Projetos sociais e planejamento de vida

Por enquanto, Emeli não pensa em voltar permanentemente para o Brasil, mas o sonho, é morar na praia. “Minha vida agora, com a minha filha, vai ter que ficar por aqui. Mas meu sonho é morar na praia, e se Deus quiser eu ainda vou voltar pro Brasil e morar no calor, na praia”, conta. “Acho que não é o momento de voltar pro Brasil, com essa insegurança, essa crise. Não vou tirar minha filha daqui, de um lugar onde ela tem tudo, a estrutura dela. Por enquanto é aqui, mas futuramente, vou voltar”, pontua a atleta.

Emeli hoje busca ajudar entidades naquilo que pode. “Não tenho nada muito fixo, eu sigo o meu coração, sempre peço para Deus me guiar”, conta ela. “Sei que no Brasil a galera precisa muito, então sempre que vou para o Brasil tento participar de algum projeto. Como aqui na França, hoje, eu formo crianças e adolescentes, adoro passar tudo o que eu sei, para mim é um prazer poder ensinar ao menos a base do vôlei”, declara a atleta, que já organizou treinos e palestras, com mensagens de vida, esforço e fé, na escola La Salle, de Campo Bom, em uma de suas visitas ao Brasil.

Projeto Social União

Emeli ajuda esse projeto, em Sobradinho, estruturado pelo seu colega de infância, Tiago Rosa. “Comecei enviando vídeos com mensagens de incentivo pra galera, e ele já ficava muito agradecido, e eu me sentia tão pequena, porque eu posso fazer mais pra ajudar”, pontua Emeli. Foi quando resolveu montar um kit com camisetas de vôlei de times pelos quais passou, mais uma ajuda de custo, e enviou tudo para o Projeto em Sobradinho. O projeto, mantido através de doações, atende 70 crianças e oferece diversas oficinas, como futsal e dança. Quem quiser conhecer o trabalho, pode contatar o projeto através da sua página no Facebook. Toda ajuda é bem-vinda.

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