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Muita emoção com Elza & Fred nesta sexta-feira

SENAC Novo Hamburgo

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Teatro | Confira entrevista exclusiva com atores do espetáculo

Jornal Repercussão – Você tinha apenas 15 dias de vida quando subiu ao palco pela primeira vez. Qual a sensação de, depois de uma longa trajetória que inclusive a consagrou como a atriz brasileira que mais fez novelas, ter a oportunidade de trazer ao público uma história sobre um romance na terceira idade?
Ana Rosa – A sensação é a melhor possível. É a constatação de que, após uma longa trajetória, na qual interpretei inúmeras mocinhas, depois mulheres mais maduras, mães, tias e avós, a Elza é um presente. Justamente porque, apesar de estar na melhor idade, ela conserva a alegria, o frescor, a impetuosidade e a coragem. Qualidades quase sempre atribuídas aos jovens. E, principalmente, porque Elza se permite amar e ser amada, sem preconceito ou falso moralismo.

Guilherme Pilger


Jornal Repercussão – Elza e Fred tem a mesma idade na peça, mas seu personagem tem uma relação diferente com o processo de envelhecimento: enquanto Elza adota uma postura positiva, Fred é mais negativo em relação à sua idade. A premissa da história é justamente Elza tentando ensinar a Fred sobre a alegria de viver, em qualquer idade. A peça lhe ensinou algo sobre isso também?
Umberto Magnani – Na verdade, não é que me ensinou – a peça teoriza as coisas que mentalmente a gente já sabe: afinal, eu tenho mais passado do que futuro. Mas a partir do momento em que me envolvi com a peça comecei a me dar conta de algumas coisas no meu cotidiano. Isso aconteceu durante o ensaio, o que me ajudou a construir o personagem. Passei a observar alguns amigos, o comportamento deles também. Me dei conta de coisas que vivenciei e presenciei que tinham passado batido, coisas citadas na peça. Então, ajuda nesse sentido. Tem coisas óbvias que as pessoas tem que dizer para a gente, às vezes.

Jornal Repercussão – Elza e Fred é uma peça que trata de um romance que acontece na terceira idade, mas o público que assiste à peça tem idade variada. Como vocês sentem a “acolhida” do público mais jovem à peça? Percebem que todos se emocionam da mesma forma com a história?
Ana Rosa – O amor é uma linguagem universal. Eu percebo que os sentimentos, quando genuínos, tocam as pessoas, independentemente da idade. Os jovens se emocionam, se divertem, riem e choram com as peripécias desse casal. A platéia geralmente se manifesta verbalmente. Curte e torce pelo final feliz do romance entre Elza e Fred.
Umberto Magnani – Eles com certeza se emocionam. Muitos velhos – vamos falar “velhos” porque não é ofensa – vão assistir à peça com seus filhos e netos. As informações da peça são úteis para esse pessoal. Eles são os que mais se emocionam e riem também, até porque a gente tem uma cultura de rir do velho, não é? Quando eu era adolescente, acontecia muito de, em uma festa, os velhos ou ficavam deitados no seu quarto, ou sentados, parados, em uma cadeira. E velhos na minha época eram pessoas de 50, 55 anos. Sem maldade, se dizia, “esse está velho”, era um outro conceito de velhice. Eu já fiz outros velhos sem estar “velho” ainda – quando não tinha 70 anos, isso é. Fiz um seriado para a TV Cultura, que deve sair em breve: é sobre um velho com começo de alzheimer. De pessoas com esses comportamentos, quando eu era jovem, dizia-se que “estão caducos”, que “voltaram a ser crianças”. Não existia esse diagnóstico. Para mim, a peça explica algumas coisas e quando tu entende as coisas, o caminho fica mais fácil. Essa relação vai mudando de geração para geração, também: quando meus filhos eram menores, eu tinha cinco atividades, parava muito pouco em casa, tinha que garantir nosso sustento. Com meus netos eu convivo mais, isso no meu caso, porque sou privilegiado, já que todos moram em São Paulo, temos essa proximidade. O fato de eu ser ator também ajuda, eles são meus primeiros fãs.

Jornal Repercussão – A turnê do espetáculo passou por cidades grandes, como Rio de Janeiro e São Paulo. Como vocês veem a iniciativa de trazer Elza e Fred para municípios menores como Sapiranga?
Ana – É gratificante trazer a arte através do Teatro para populações que não se locomoveriam para os grandes centros. Nos emociona o carinho com que somos recebidos por todos os lugares que passamos.
Umberto Magnani – Tenho 48 anos de carreira, já viajei para muitas cidades pequenas. E eu venho de uma cidade pequena também, sou de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo. Em Santa Cruz do Rio Pardo eu sentia muita falta de poder assistir ao teatro, também. Por isso que, quando comecei a carreira, fiz um juramento de ir, sempre que possível, ao interior com peças e palestras.

Serviço:

O que:
Espetáculo teatral Elza e Fred – O Amor não tem Idade

Quando:
4 de setembro, sexta-feira

Onde:
Centro Municipal de Cultura

Horário:
21 horas

Ingressos:
Para compras antecipadas, quem levar 2kg de alimentos não perecíveis paga R$ 45,00 por bilhete. Na hora, ingressos custarão R$ 80,00.

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