Dia a dia

Vídeo e fotos: Cavalos soltos às margens da RS-239, em Sapiranga, causaram acidentes


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Campo Bom – Frequentemente a redação do Repercussão tem recebido denúncias de animais soltos pelas ruas. Alguns inclusive já foram responsáveis por causar acidentes graves e até fatais, como o caso ocorrido em agosto deste ano, quando o servidor público de Campo Bom, Gilmar Santos, de 40 anos, veio a falecer após acidente de moto em que a suspeita sobre o ocorrido recaiu sobre um cavalo na pista.

Histórias de acidentes envolvendo cavalos são constantes, e apenas alguns dias depois da fatalidade que acometeu Gilmar, outro acidente aconteceu, desta vez envolvendo o sapiranguense Charles Muller, de 42 anos, que, felizmente, não se feriu.



Charles transitava pela rua lateral da RS-239, próximo ao viaduto do bairro São Luiz. Já passava da meia noite, quando três cavalos atravessavam sozinhos a pista. O motorista, ao perceber a cena, efetuou manobra para não bater de frente nos animais, pegando apenas de raspão. Ao realizar a manobra evasiva, Charles alega que quase caiu no valo das proximidades. “Eu bati de raspão no cavalo, consegui manter o controle da direção, mas quase cai no valão, já pensou se eu bato de frente, com o peso daquele animal?!”, indaga Charles.

Contextualizando a situação

A Guarda Municipal de Transito (GM), que deve ser acionada em caso de animais na pista, informa que está trabalhando em conjunto com os departamentos de zoonoses e jurídico da prefeitura para que soluções sejam tomadas. A lei 3075/2002, já trata sobre punições aos proprietários que deixam animais soltos na via, mas carece de alterações e regulamentação de dados para que os proprietários de animais possam ser cobrados por estas situações que colocam em risco a vida de motoristas que trafegam pela RS-239 e demais ruas de Sapiranga. A GM informa ainda que quando não consegue resolver a situação, a vigilância sanitária é encarregada do recolhimento dos animais.


Posição oficial da secretaria

A Secretaria Municipal de Saúde por meio da Vigilância Sanitária, enviou nota à redação do Jornal Repercussão com posicionamento oficial. No texto a secretaria afirma que está ciente do problema e que entende que estes animais estão desassistidos pelos proprietários e ainda, que contam com o apoio da comunidade para que situação possa ser resolvida. “Estamos observando que a problemática dos animais de grande porte (equinos), soltos em via pública, terrenos baldios e calçadas, é complexa. Alguns proprietários utilizam os animais para trabalhar, puxando veículos de tração, soltando os mesmos a noite para procurar alimentos, não possuindo estrutura de alojamento e alimentação adequada, em outros casos animais são furtados e deixados soltos. De qualquer forma, são animais que estão desassistidos pelos proprietários, não recebem alimentação e local com dimensões apropriadas para viver. O município não possui profissionais e equipamentos para a realização de capturas de animais de grande porte e quando é necessário fazer, por risco iminente a saúde da população, conta com a colaboração dos cidadãos, seja ajudando na captura, seja disponibilizando veículo adequado para o transporte, seja disponibilizando o local e alimentação adequados para que o animal permaneça até julgamento do processo”, finaliza.

Texto: Taylor Abreu

Fotos e vídeo: Leitor

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