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Vídeo: Cooperados pressionam por liberação de moradias em Sapiranga


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Sapiranga – Segue a peregrinação dos associados da Cooperativa de Produção, Trabalho e Habitação Ltda (Coopernova) para que, definitivamente, recebam a autorização para entrarem nas residências do Loteamento Porto Verde, no bairro Fazenda Leão.

O empreendimento conta com recursos do Governo Federal e integra o Programa Minha Casa Minha Vida Entidades. As obras iniciaram em 2015, sendo que a conclusão ocorreu em fevereiro de 2018. No sábado (16), mais de 100 cooperados se reuniram em frente da cooperativa onde pressionaram membros da diretoria para que possibilitem o acesso das famílias – a maioria de baixa renda e que paga aluguel – nas casas que estão prontas desde o início deste ano.



A maioria das famílias beneficiadas pelo programa exige rapidez na liberação das moradias, pois o pagamento de aluguel tem comprometido mais da metade da renda das famílias, caso da viúva Elisabete Rodrigues Rosa, 51 anos. “Não temos mais condições de pagar aluguel. Pagamos a casa com o nosso suor. Tiramos dinheiro de onde não tínhamos para pagar a calçada, agora, estamos pagando empréstimo e ainda não podemos usar a casa que é nossa”, reclama Elisabete. “Queremos uma data para entrarmos nas nossas casas”, reivindica Eliel Figueiró, 35 anos.

Presidente contextualiza

O presidente da Cooperativa de Produção, Trabalho e Habitação Ltda (Coopernova), Joaquim Goulart, explica que está no planejamento da diretoria e que antecede a autorização para os cooperados a cuidar das suas casas, uma assembleia geral na próxima segunda-feira (25). “Neste dia, vou explicar para cada associado como funcionará a ligação de água, energia elétrica, entre outros detalhes. Primeiro, é necessário darmos a autorização para as pessoas que estão com todos os documentos em dia e que foram habilitados pela Caixa Econômica Federal. Não posso deixar as pessoas irem morar de qualquer jeito. Tem que ter termo de entrega, de vistoria e tudo com aval do titular”, cita Joaquim.

Membro esclarece situação

Durante o protesto no sábado (16), Cléber Nascimento, responsável pelo projeto técnico social junto às famílias, explicou que o natural seria esperar todos os documentos estarem 100% liberados. “Esse é o processo correto. Esperar chegar o contrato, pegar a chave e morar. Porém, esse é um processo enjoado e demorado. Recentemente, a Receita Federal, por causa de uma CND, nos pediu mais 15 dias, pois questionam uma série de itens. Dessa forma, as famílias que passaram 100% pela avaliação da Caixa, vamos autorizar essa família a solicitar ligação de água e energia. E, aos poucos, as famílias poderão ir cuidando de suas casas. Precisamos evitar furtos, depredação e até ocupação por outras famílias dos imóveis. Depois, quando finalizar todo o processo na Receita Federal, cartório de Regitro de Imóveis, vocês precisarão assinar os contratos”, esclareceu Cléber Nascimento.

Cooperados comentam

Senésio Roff, 43 anos, cooperado
“Moro de aluguel, tenho dois filhos, e ainda enfrento a dificuldade que a minha esposa é surda e muda. Somos tratados como bandidos em Sapiranga. Estão há um ano atrasados e só nos enrolam, se deixar assim vão demorar mais tempo.”

Elisabete Rodrigues Rosa, 51 anos, cooperada
“Sou viúva e pago R$ 550,00 de aluguel além dos gastos com energia e água. A minha casa está precária, cheia de cupim, e o dono disse que preciso sair para ele desmanchar a casa. Cuido do meu filho, que é autista, e só meu esposo trabalha.”

Eliel Figueiró, 35 anos, filho de cooperada
“Estamos aguardando desde o início do ano a entrega das casas. É só promessas e a data e os papéis estão muito demorados. Estão todos aguardando e gastando com aluguel. Precisamos de uma data, pois a ansiedade para deixar o aluguel é grande”.


Simone Dutra de Lima, 38 anos, cooperada
“Pago aluguel e estou desempregada. Meu seguro-desemprego está expirando e não tenho para onde ir. Estou aguardando a conclusão das obras há sete anos. Queremos rapidez no processo. Só de calçada paguei R$ 2.000,00 e ainda faltam duas prestações.”

Receita Federal

O presidente da Coopernova, Joaquim Goulart, lamenta a falta de diálogo da Receita Federal com a cooperativa. “É um órgão que falta diálogo. Podiam ajudar a esclarecer o que definitivamente está faltando. Levamos toda a contabilidade da obra, que é um pacotão de documentos. Isso tem atrasado todo o processo”, avalia Joaquim.

Desta forma, na próxima segunda-feira (25), no Flavinho, às 18h30, a Coopernova juntamente com a Unidade de Serviço da Corsan em Sapiranga explicará todo o processo que será necessário seguir para a ligação de água. “Com a RGE Sul também acertei uma fórmula, pois é muita gente e é necessário tomar algumas precauções”, pondera o presidente da Coopernova, Joaquim Goulart.

Detalhes do projeto habitacional

O Loteamento Porto Verde fica às margens da Estrada Porto Palmeira. Serão beneficiadas 232 famílias, sendo que foram construídos 40 sobrados de esquina e 192 casas de 57 metros quadrados, todas em concreto e sem tijolos.

Todas as ruas do lotamento são de PAVS e o loteamento contará com praça e uma quadra de areia para a prática de esportes como futebol ou vôlei. Os associados terão dez anos para quitar o imóvel com uma parcela máxima de R$ 80,00. “Este é um projeto único em Sapiranga e na região”, destaca Joaquim.

Fotografia: Deivis Luz

Veja o vídeo abaixo:

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