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Taxistas cobram rigidez na fiscalização para combater motoristas clandestinos


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Região – O sistema de transporte de passageiros oferecido por aplicativos tornou a locomoção mais barata e ágil. Além disso, possibilita a utilização de carros particulares, o que torna a viagem mais confortável.

Dos motoristas credenciados, são exigidos, pela plataforma, que os carros tenham no máximo de 5 a 7 anos de fabricação, dependendo do Estado, estejam com revisões em dia e sejam completos, tanto com opcionais (ar condicionado), quanto com equipamentos obrigatórios (cinto de segurança, etc). Os motoristas devem oferecer água e balas aos passageiros, para tornar a viagem mais agradável.



Os motoristas de aplicativo sempre tiveram como concorrentes na disputa pela fidelização de clientes os taxistas. Já houve tempos de mais rivalidade entre ambos, mas hoje há mais tolerância. Os taxistas passam por uma série de regulamentações e vistorias, pagam taxas ao governo para poderem rodar regularizados, como Alvará, ISSQN, taxa para lacre do taxímetro e informam na CNH que exercem atividade remunerada. E aproveitando-se do sucesso dos Apps, uma categoria – que já existia – cresceu, são os “táxis geladeira”, ou motoristas clandestinos.

O que é Táxi Geladeira

Táxi geladeira é um nome popularmente dado a motoristas que exercem a profissão de maneira irregular, ou seja, não pagam taxas para atuarem com o transporte de passageiros e nem realizam cursos de capacitação. Como estão à margem da regularização, não são exigidos quaisquer padrões de qualidade, vistorias, ou licenças, o que pode tornar a viagem perigosa, já que não estão registrados em Prefeituras ou serviços tecnológicos. Taxistas campo-bonenses procuraram a reportagem e relataram que os motoristas clandestinos distribuem cartões em supermercados, postos de gasolina, entre outras localidades. Muitos destes motoristas clandestinos, identificados em seus cartões, utilizam logomarcas como a do Uber, para gerar credibilidade ao serviço prestado, mesmo que não haja qualquer vínculo. Logo, eles não são motoristas de aplicativo e nem taxistas. A situação gera descontentamento entre taxistas e motoristas de APP e, por isso, alguns recolheram cartões espalhados por Campo Bom e encaminharam até o departamento de trânsito da cidade, em busca de providências.

Taxas fazem motoristas partirem para irregularidade

Alguns motoristas partem para a irregularidade devido às taxas cobradas. Outros acham modos de deixar o serviço mais caro, e quem acaba saindo lesado é o cliente. Para tentar recuperar o lucro, alguns taxistas utilizam a bandeira 2 durante o dia, e alguns motoristas de App ficam indisponíveis para que a tarifa dinâmica aumente o preço das corridas, devido à falta de carros.

Outra dificuldade narrada pelos taxistas são os preços praticados em vistorias. “No ano passado, houve a necessidade de troca de lacres do taxímetro. Eles foram colocados na cor preta, mas por ser provisória, dias mais tarde foi substituída pela cor azul, com isso houve custo de R$158,00 e R$50,00, respectivamente”, protestou um taxista campo-bonense.


Os motoristas de aplicativos pagam, em cada corrida, uma alíquota média de 25%, descontada na hora pela empresa gestora do aplicativo (Uber, 99 Táxi, Cabify) para pagamentos em cartão, e, com boleto, do montante das corridas pagas com dinheiro. Em alguns estados ainda foi estipulada a taxa de 1% adicional aos motoristas, por corrida.

Os motoristas clandestinos, não arcando com as tarifas, acabam oferecendo um serviço que pode se assemelhar em preço, mas não com toda a qualidade e segurança. Motoristas de aplicativos, muitas vezes, trabalham com isto por não terem opções, estão desempregados por escolha ou não, ou precisam complementar a renda familiar. Taxistas optam por trabalhar com transporte de pessoas por terem mais liberdade de horários, e muitas vezes é sua única renda familiar. Alguns táxis geladeiras também se encontram na mesma situação: muitos querem complementar a renda ou não conseguem trabalho para sustentar suas famílias, o que não deixa de ser clandestino. A redação do Repercussão falou com um motorista e com a diretoria de trânsito da cidade. Confira o diálogo com um desses motoristas que andam à margem da legislação.

Diálogo estabelecido com motorista de transporte clandestino


Posicionamento da diretoria de trânsito de Campo Bom

O Departamanento de Trânsito da Prefeitura de Campo Bom respondeu a redação sobre a situação apresentada pelos taxistas legalizados, quanto aos “táxis geladeira”. Segue o texto: “O Departamento de Trânsito tem recebido estas informações e demandas dos permissionários do serviço de táxi, devidamente cadastrados, e está articulando ações neste sentido. São efetuadas, rotineiramente, operações e fiscalizamos todos os veículos e condutores de um modo geral. Acreditamos que também deve haver o interesse do passageiro em colaborar neste sentido, já que o mesmo deve estar ciente que está se valendo de um serviço clandestino. Este encontro ocorreu pouco mais de 30 dias atrás e foi detalhado aos taxistas a dificuldade de fiscalizar tais situações irregulares. Estamos acompanhando os pontos e material tipo cartões de visita, mas reiteramos, há grande dificuldade em fiscalizar e contatar essas ações irregulares. Os permissionários sabem que a iniciativa tem que partir também dos usuários que optam por um serviço não regulamentado. Não existe estimativa da quantos motoristas operam clandestinamente”. A última concessão de placas de táxis em Campo Bom ocorreu há mais de 20 anos. Atualmente, são cerca de 50 profissionais entre o permissionário (dono do veículo e permissionário da “placa”) e os chamados “folgadores” que prestam serviço ao dono da placa.

 

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