Dia a dia

SüdMetal, que contava com fábrica em Sapiranga, ainda deve direitos trabalhistas



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Sapiranga – A SüdMetal, que até 2014 era uma das grandes empresas que atuava em Sapiranga, segue em processo de falência e seus ex-funcionários permanecem sem receber seus direitos. Os cerca de 400 trabalhadores ainda não receberam os valores que lhes são devidos. A lista de credores da SüdMetal, cujo edital foi publicado em 30/10/2017, totaliza, em 43 páginas, mais de R$30 milhões em débitos trabalhistas e outros R$200 milhões em tributos. Conforme o administrador judicial da SüdMetal, Clóvis Roberto de Freitas, o processo de falência da empresa, datado de 24/03/2014, está aguardando o julgamento das impugnações pelo Juízo da 3ª Vara de Gravataí. “Após o julgamento será consolidado o Quadro Geral de Credores e iniciados os pagamentos, desde que autorizados pelo Juízo de Falência”, explica Freitas. A relação completa dos credores da SüdMetal pode ser encontrada no site www.freitasfreitas.adv.br. O último movimento foi em 31/07, quando autos com petição foram recebidos no protocolo geral do Fórum de Gravataí , que serão analisados e anexados ao processo.

Prédio totalmente destruído

Guilherme Pilger

O prédio, alugado e ocupado, até 2014, pela SüdMetal em Sapiranga (Rua Nova Friburgo, 368, São Luiz), encontra-se hoje completamente destruído. Um verdadeiro cenário de pós-guerra. A demolição, de acordo com a vizinhança do local, que não quis se identificar, começou no início deste ano e desde então, com maior força nos últimos 60 dias, o saqueamento de tudo o que se encontrava no local, vem ocorrendo. Até mesmo cabos foram desenterrados e roubados. O local hoje serve de refúgio para usuários de drogas e catadores.


Processo, prefeitura e bens

O processo de falência da SüdMetal, número 015 1140001841_4, não está em segredo de justiça e pode ser consultado no site do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, www.tjrs.jus.br. Conforme contato com o Forum de Gravataí, não há previsão para julgamento do processo.

De acordo com Clovis Roberto de Freitas, administrador judicial, o terreno e prédio de Sapiranga, pelo que consta na falência é da Metalúrgica Usiterm Ltda. Um dos supostos proprietários do terreno, ao ser contatado pelo Repercussão, não quis se manifestar sobre o assunto. Ainda conforme Freitas, grande parte dos bens já foram leiloados, mas os leilões seguem ocorrendo. O próximo está agendado para 8 de agosto.

A Administração Municipal informou que o prédio já havia sido demolido pela empresa, sendo que uma das paredes tinha ficado para trás, com perigo de queda. Através de laudo do engenheiro da prefeitura, a Secretaria de Planejamento providenciou a derrubada da parede.

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